- Pesquisa do Ministério do Turismo, em parceria com a UNESCO, com 2.712 mulheres em 2025, aponta que 62% já deixaram de viajar sozinhas por segurança; 4 em cada 10 já viajaram nesse formato e 31% o fazem com frequência, resultado no Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas.
- A Forbes ouviu Letícia Pavim, Alessandra Stockler, Gabriela Procopio e Daniela Filomena, que compartilham experiências, dicas e a missão de inspirar outras mulheres a viajar sozinhas.
- A escolha do destino pode depender do idioma; entre os indicados estão Vietnã, Uruguai, Noruega, Costa Rica, Estônia, Tailândia e África do Sul.
- Dicas de preparo e segurança incluem planejar a chegada e a hospedagem, manter a localização compartilhada com alguém de confiança, usar transfer na chegada e não revelar a viagem sozinha a desconhecidos.
- Importante manter equilíbrio entre liberdade e cuidado: pesquisar o destino com antecedência, ter uma reserva financeira, evitar postar em tempo real e adaptar roupas e horários conforme a cultura local quando necessário.
Cerca de 62% das brasileiras já deixaram de viajar sozinhas por questões de segurança, segundo estudo do Ministério do Turismo em parceria com a UNESCO, em 2025. O levantamento ouviu 2.712 mulheres de todas as regiões. O material resultou no Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas.
A Forbes entrevistou quatro viajantes solo com experiência internacional, incluindo Letícia Pavim e Alessandra Stockler. Elas compartilham aprendizados, dicas e uma missão comum: incentivar independência sem abrir mão da segurança. Letícia treina kung fu no exterior e já visitou mais de 40 países.
Entre as participantes estão Gabriela Procopio e Daniela Filomena, apresentadora da CNN. Elas destacam a importância de respeitar culturas diferentes, planejar com antecedência e manter redes de apoio durante as viagens. A preparação inclui estudo de idiomas, organização de documentos e rotas seguras.
Guia de destinos e planejamento
A lista de países sugerida pelas palestrantes inclui Vietnã, Uruguai, Noruega, Costa Rica, Estônia, Tailândia e África do Sul. O objetivo é incentivar escolhas fora do circuito tradicional, desde que haja comunicação clara no idioma local.
Antes de viajar, as profissionais ressaltam a importância de medir riscos, adaptar o vestuário e manter atitudes de respeito às culturas visitadas. Mesmo em regiões mais restritivas, a orientação é buscar equilíbrio entre autonomia e segurança.
A preparação prática ganha destaque. É recomendado garantir transfer na chegada, acompanhar a localização em tempo real e manter contato com uma pessoa de confiança. O uso de redes de apoio locais também é visto como ganho de segurança.
Dicas de convivência e segurança
Entre as medidas, destaca-se evitar revelar que está viajando sozinha a desconhecidos. Em situações sensíveis, a prática de comunicação discreta pode reduzir riscos. Também é aconselhável planejar chegada, hospedagem e trajetos com antecedência para reduzir vulnerabilidades.
A recomendação é manter um roteiro com informações de contato, ter internet disponível e uma bateria extra. Guardar uma reserva financeira e não postar tudo em tempo real também aparecem como cuidados sugeridos.
Experiência e autoconhecimento
As relatos indicam que viajar sozinha amplia autoconfiança e autoconhecimento, além de ensinar leitura de ambientes e prevenção de perigos. A constatação comum é que planejamento não exclui oportunidades de aventura e novas conexões.
No conjunto, as mulheres destacam que é possível explorar o mundo com liberdade e responsabilidade. A ideia central é equilibrar curiosidade com preparo, para que a independência seja fonte de aprendizado seguro.
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