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Frente a frente com um gorila em Ruanda: experiência na selva

Gorilas-da-montanha em Ruanda cercam visitantes no Volcanoes National Park; lodges Wilderness, como Bisate, elevam turismo sustentável e experiência inédita

Repórter da Forbes ficou cara a cara com gorilas e conheceu em primeira mão os empreendimentos
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  • Em Ruanda, no Volcanoes National Park, vivem cerca de 1.063 gorilas-da-montanha; o grupo Susa é o mais estudado pela primatologia.
  • O repórter visitou o Wilderness Bisate Reserve e a Magashi Peninsula, em Akagera, destacando a experiência de observar gorilas e a paisagem da savana.
  • Bisate Reserve tem diária de US$ 4.930 por pessoa e investe em arquitetura, conforto e conservação; cerca de 135 mil árvores foram plantadas em nove anos.
  • Magashi Peninsula (Akagera) é a segunda propriedade Wilderness na região, com foco na observação de hipopótamos no lago Rwanyakazinga e suítes com forte experiência turística.
  • Ruanda enfrentou o genocídio de 1994, que deixou cerca de 800 mil mortos; hoje o turismo é uma importante fonte de renda, com Kigali como base e o Memorial do Genocídio de Kigali como referência histórica.

Desde o Volcanoes National Park, na fronteira entre Ruanda, Congo e Uganda, até os lodges do grupo Wilderness, a experiência de observar gorilas da montanha ganha contornos de viagem de alto nível e de conservação. O relato acompanha a presença de 1.063 gorilas na região e destaca a rotina dos visitantes, registro de comportamento e protocolos de aproximação.

O grupo Susa, conhecido por ser estudado pela primatóloga Dian Fossey, abriga a maior concentração de gorilas na área. A convivência com esses animais exige distância mínima de sete metros e cuidado para não estressar o bando, especialmente quando o grupo humano ainda está habituado à presença de visitantes. A troca de olhares é descrita com cautela para evitar provocar qualquer reação do bando.

A visita em Ruanda também envolve a preparação do corpo e da mente para uma hora de encontro com os gorilas, seguida de retorno à trilha. O repórter relata a emoção do contato visual, o impacto na respiração e a percepção de que o momento é único, distinto de outros safáris na África. O texto reforça que a experiência transforma quem a vive, ao retornar à civilização.

Wilderness Bisate Reserve

Ao terminar o trekking, o viajante chega ao Wilderness Bisate Reserve, administrado pela Wilderness. O lodge inaugurado em 2024, com apenas quatro suítes, fica aos pés de vulcões do maciço Virunga e foi destaque em premiações de hotéis novos. A arquitetura privilegia espaços amplos, vidro e referências à cultura ruandesa, com quartos luxuosos e um lobby que impressiona pela visão.

O Bisate Reserve tem uma diária entre as mais altas da rede, chegando a US$ 4.930 por pessoa. O portfólio da Wilderness soma 42 propriedades na África, com operação aérea própria e foco em educação, empoderamento comunitário e preservação ambiental. A iniciativa inclui plantio de mudas e certificados que acompanham o crescimento das árvores plantadas pelos hóspedes.

Magashi Peninsula e Akagera

A visita segue para Akagera, no leste de Ruanda, onde fica a Magashi Peninsula. O novo lodge de três villas, inaugurado em 2024, é a segunda propriedade da Wilderness na região e oferece observação de hipopótamos no lago Rwanyakazinga. A área de savana abriga também a reintrodução de espécies como leões, rinocerontes e, hoje, o provável contato com os Big 5.

O interior do Magashi Peninsula destaca-se pela energia solar, com 517 placas que alimentam o resort. Um restaurante premiado se destaca pela cozinha que valoriza ingredientes locais, sob a orientação do chef ruandês John Furaha. Guias locais ajudam a explorar as trilhas de Akagera, com foco em observação de fauna e cenários de pôr do sol.

Qsuite e conectividade

A reportagem também acompanha a experiência de voo entre Doha e Kigali, com a Qsuite, da Qatar Airways, reconhecida como a melhor executiva do mundo em várias edições do Skytrax. A viagem de sete horas entre Doha e Ruanda oferece salas VIP premiadas e atendimento de alto padrão, conectando-se a uma rede de lodges de conservação na região.

Genocídio de 1994 e o turismo de Ruanda

Ruanda também carrega a memória do genocídio de 1994, quando 800 mil pessoas foram mortas em 100 dias. A violência resultou de tensões étnicas historicamente agravadas pela colonização. O Memorial do Genocídio de Kigali funciona como museu e espaço educativo, lembrando a buscada prevenção de horrores semelhantes no futuro.

O turismo surge como principal fonte de renda do país após o massacre, e ficou indicado que vale a pena conhecer Kigali antes de explorar as demais regiões. Entre opções de hospedagem está o The Retreat by Heaven, em Kigali, que recebeu visitantes de alto grau de restrição.

Reportagem publicada na edição 137 da Forbes Brasil traz ainda a experiência do repórter com a vila de Bisate e com a Magashi Peninsula, enfatizando a relevância dos recursos naturais de Ruanda, a conservação de espécies e o papel do turismo sustentável na região.

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