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Tensão global pode alavancar turismo de negócios no Brasil; R$1,05 bi em fevereiro

Tensões globais elevam o Brasil como destino seguro para eventos corporativos; fevereiro registrou R$ 1,05 bi, com 71% da demanda vinda do mercado nacional

Aeroporto de Guarulhos: com a guerra, Brasil pode sediar eventos corporativos antes previstos em outros países
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  • A tensão global causada pela guerra no Irã projeta o Brasil como opção mais segura para eventos corporativos, segundo a Abracorp.
  • Em fevereiro, as viagens corporativas movimentaram R$ 1,05 bilhão, alta de 4,12% ante fevereiro de 2025; no acumulado de 2025, o setor atingiu R$ 14,3 bilhões, com expectativa de repetir o desempenho neste ano.
  • O mercado doméstico respondeu por 71% do faturamento, refletindo deslocamentos internos mais acessíveis e previsíveis.
  • Entre os segmentos, o transporte aéreo ficou com 58,9% do total, faturando R$ 621 milhões em fevereiro, avanço de 5,41% frente a 2024.
  • Outros destaques: hotéis cresceram 1,98% (R$ 321 milhões), transfers cresceram 62,17% (receita) e seguro viagem subiu 123,39%; pacotes de lazer recuaram 42,99%, cruzeiros caíram 41,82% e transporte ferroviário caiu 79,63%.

A tensão global, alimentada pela guerra no Irã, pode mudar a rota de eventos corporativos. O Brasil surge como alternativa mais segura e viável para empresas nos próximos meses, segundo o executivo Douglas Fernandes de Camargo, da Abracorp.

Com o cenário internacional conturbado, destinos como Dubai e os EUA passam a ser vistos com cautela. Em comparação, o Brasil aparece como opção viável com custo potencialmente menor, afirmou Camargo à Forbes.

O movimento ocorre junto a um aquecimento do setor no Brasil. Em fevereiro, viagens corporativas movimentaram R$ 1,05 bilhão, alta de 4,12% frente a fevereiro de 2025. O acumulado de 2025 soma R$ 14,3 bilhões.

A demanda doméstica sustenta boa parte do desempenho, respondendo por 71% do faturamento do setor, demonstrando preferência por deslocamentos internos diante de custos e logística previsíveis.

Desempenho

O transporte aéreo permanece como motor principal, com 58,9% do total e faturamento de R$ 621 milhões em fevereiro, crescimento de 5,41% ante o ano anterior. Passagens aéreas subiram 11,40% no mês, segundo o IBGE.

Em março, a tendência de alta continuou, com passagens aéreas liderando o IPCA-15, apontando custos mais elevados para deslocamentos.

Entre os setores, os hotéis responderam por 30,5% do faturamento, com receita de R$ 321 milhões e alta de 1,98%. Serviços de transfer tiveram expansão expressiva, com 62,17% de aumento no faturamento e 69,29% mais transações.

O seguro viagem registrou crescimento expressivo, com alta de 123,39% na receita, refletindo maior demanda por protegimento em viagens.

Segmentos e recuos

Por outro lado, pacotes de viagens e lazer tiveram queda de 42,99% no volume e 18,61% nas transações. O setor de cruzeiros encolheu 41,82% na receita, e o transporte ferroviário caiu 79,63%.

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