- Quatro em cada dez brasileiras já viajaram sozinhas, segundo estudo do Ministério do Turismo.
- Motivos principais: lazer (72,6%), independência (65,1%) e autoconhecimento (41,4%).
- Principais interesses no destino: atividades culturais (68,3%), ecoturismo (64,2%) e bem-estar (44,9%).
- Perfil das viajantes: maioria com mais de 35 anos; faixas destacadas são 35 a 44 anos (34,6%), 45 a 54 (22,1%), 25 a 34 (21,7%) e 55 a 64 (13,4%).
- Crianças: 67,7% não têm filhos; entre mães com filhos menores, 77,2% já viajaram acompanhadas; o guia traz orientações de preparo, segurança e uso de serviços credenciados.
O Ministério do Turismo, em parceria com a Unesco, lançou nesta quinta-feira o Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas. O material traz um perfil das viajantes e orientações para jornadas mais seguras e inclusivas. Dados referem-se a agosto e setembro de 2025.
Quatro em cada dez brasileiras já viajaram sozinhas, segundo a pesquisa. Os principais motivos são lazer (72,6%), independência (65,1%) e autoconhecimento (41,4%). Compromissos profissionais aparecem em 37,6%.
O estudo envolveu 2.712 mulheres de todas as regiões do país. A divulgação cita atividades culturais como interesse predominante no destino, com 68,3% das entrevistadas. Ecoturismo soma 64,2% de preferência.
Perfil das viajantes
A tendência de viajar sozinha é mais comum entre mulheres com mais de 35 anos. Entre as faixas, 34,6% têm 35 a 44 anos e 22,1% 45 a 54. Além disso, 21,7% têm 25 a 34 anos e 13,4% 55 a 64 anos.
Renda diversa caracteriza o público. Entre as respondentes, 26,9% recebem 5 a 10 salários mínimos, 24,9% 3 a 5 salários e 24,7% 1 a 3 salários. Outros 12,5% ganham acima de 10 salários.
A pesquisa aponta ainda que 67,7% das mulheres que viajam sozinhas não são mães. Entre as mães com filhos menores, 77,2% já viajaram acompanhando os filhos. O Ministério destaca desafios logísticos e de infraestrutura para esse grupo.
Orientações para as viajantes
O guia recomenda pesquisar costumes locais, zonas seguras e horários de maior movimento. Verificar avaliações de hospedagem feitas por mulheres e manter conexão estável à internet. É essencial ter cópias digitais de documentos.
Durante a viagem, o documento orienta privilegiar empresas de turismo registradas e guias reconhecidos pelo Ministério do Turismo. Evitar compartilhar informações pessoais com desconhecidos é outro ponto-chave.
O material está disponível gratuitamente e teve consultoria de 17 especialistas em turismo e gênero, além da parceria com a Unesco e a jornalista Anelise Zanoni. Fonte de dados e orientações não citadas permanecem no guia oficial.
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