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Viajantes presos no Golfo arriscam rota de volta para casa

Passageiros presos nos estados do Golfo aguardam confirmação de voo de retorno; muitos avaliam viagem por terra até Riade após longos atrasos

Passengers look at flight information boards at Beirut–Rafic Hariri International Airport, following an escalation between Hezbollah and Israel, amid the U.S.-Israel conflict with Iran
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  • Passageiros retidos no Golfo aguardam confirmação por telefone de seus voos de retorno; muitos só comemoram quando o avião decola.
  • Em hotéis e em grupos no Facebook, viajantes trocam informações sobre reservas e debatem a possibilidade de viajar por terra para evitar novas cancelamentos.
  • James Gaskin, que deveria voltar da Índia para o Reino Unido, ficou preso em Dubai; chegou a Istambul, com a última perna ainda por cumprir, após atrasos e mudanças de rota.
  • Grzegorz Markiewicz e Malgorzata, casal polonês, ficou em Doha e avalia um deslocamento de mais de seis horas de carro para Riyadh, na Arábia Saudita.
  • Alguns passageiros já partiram para Riyadh na esperança de conseguir sair de lá, conforme informações disponíveis.

DUBAI, 4 de março — Passageiros retidos nos estados do Golfo aguardam uma confirmação por telefone de que seus voos de retorno vão de fato partir. Mesmo com assento garantido, poucos celebram antes da decolagem e da saída do espaço aéreo dos Emirados.

Em hotéis, estranhos trocam informações sobre novas reservas e a probabilidade de decolar. Em grupos do Facebook, viajantes discutem se seriam mais seguros percorrer uma viagem terrestre até evitar novas_cancelamentos em grandes hubs.

Deirdre Amola, blogueira de viagens americana, encontra-se presa em Dubai e avalia ficar ou tentar cruzar fronteiras terrestres, além de decidir para qual destino aéreo mirar.

Desafios para retornar

James Gaskin, que seguia de Índia para a Inglaterra, ficou preso em Dubai; na quarta-feira já alcançara Istambul, restando apenas a última etapa para Manchester. O itinerário enfrentou atrasos após conexões no aeroporto de Mumbai e, ao decolar de Dubai, houve nova demora ao taxiamento.

Ao deixar o espaço aéreo dos Emirados, houve sensação de alívio entre passageiros, mas outros ainda enfrentavam incertezas. A experiência ilustra a dificuldade de confirmar partidas em meio a cancelamentos recorrentes.

Grzegorz Markiewicz e a esposa Malgorzata — juntos de uma de suas três filhas — ficaram presos em Doha, no Catar, voltando de um casamento na Austrália. Não havia previsão de atualização sobre a saída do voo. Eles avaliam, então, uma viagem de mais de seis horas até Riad, na Arábia Saudita, onde alguns hóspedes do hotel já buscaram voos. A família aguarda orientação sobre a segurança e as condições da rota.

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