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Uruguai mira dobrar turistas brasileiros em 4 anos

Uruguai mira dobrar turistas brasileiros em quatro anos com mais voos, novas rotas e oferta turística além de sol e praia

"La Mano" é cartão-postal de Punta del Este, uma das cidades mais visitadas do Uruguai
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  • Uruguai pretende dobrar o número de turistas brasileiros nos próximos quatro anos, partindo de uma média de 450 mil viajantes por ano.
  • A oferta turística vai além de sol e praia, com foco em turismo gastronômico, rural e natural, especialmente no interior e no norte do país.
  • Em 2025, o Uruguai recebeu 3,6 milhões de visitantes; brasileiros representaram 489.677 entradas, gerando US$ 336,4 milhões em receita.
  • A conectividade aérea é prioridade, com cerca de cinquenta voos semanais entre Brasil e Uruguai e boas-vindas a novas rotas a partir de março; há estudo de cashback para companhias aéreas e necessidade de regulamentação ainda neste ano.
  • O governo busca ampliar a oferta com segmentação por interesses e possível parceria com o Guia Michelin; também serão exploradas rotas temáticas, como a Rota do Queijo de Colônia e a Rota dos Jesuítas.

O Uruguai pretende dobrar o fluxo de turistas brasileiros em quatro anos, partindo de uma média de 450 mil entradas anuais. O foco é ampliar a oferta turística além do tradicional sol e praia, incluindo gastronomia, turismo rural e turismo natural.

O ministro do Turismo, Pablo Menoni, apresentou as metas em entrevista à CNN Viagem & Gastronomia, realizada na sede do ministério em Montevidéu na semana passada. O objetivo é fortalecer a conectividade aérea e criar novas rotas, ampliando a divulgação para o interior e o norte do país.

A mensagem do governo uruguaio é de atuação conjunta com o setor privado, com planejamento orçamentário para os próximos anos e uso de ferramentas de segmentação de mercados para atrair brasileiros de diferentes perfis. As ações devem avançar mediante regulamentação prevista para este ano.

Conectividade aérea

A meta coloca a conectividade como tema central. Atualmente, cerca de 50 voos semanais ligam Brasil e Uruguai, com partidas de São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro e Recife. A partir de março, Belo Horizonte e Natal ganharão novas rotas para Montevidéu.

Segundo Menoni, há também o objetivo de restabelecer ligações com cidades que sofreram interrupções, como Porto Alegre, e de incentivar as companhias com planos de devolução de parte do custo por passageiro adicional frente ao ano anterior.

O governo aprovou, em 2025, um orçamento quinquenal que contempla incentivos às empresas aéreas, com mecanismos de cashback condicionados ao volume de turistas estrangeiros. A regulamentação deve ocorrer ainda neste ano.

Ampliação da oferta turística

Para atrair o público brasileiro, o Ministério aposta na segmentação de produtos por interesse, faixa etária e nível econômico, com uso de inteligência artificial nas campanhas. A gastronomia aparece como diferencial competitivo.

O ministro citou exemplos de políticas de referência, como Peru e Portugal, para estimular uma oferta integrada que valorize setores distintos. Há também avaliação sobre a adesão do Guia Michelin como referência de qualidade, mediante parceria público-privada.

Além do turismo de luxo já presente em Punta del Este, o país busca ampliar outras opções, como rotas gastronômicas e caminhos culturais, visando atrair visitantes ao longo do ano e não apenas no verão.

Potenciais rotas turísticas

Entre as rotas em estudo, está a Rota da Queijo de Colonia, com produtores locais e pontos de venda de laticínios. A Rota dos Jesuítas já opera em parte do Cone Sul, com conexão entre Uruguai, Brasil, Argentina, Paraguai e Bolívia.

Menoni mencionou a intenção de criar novas rotas culturais, explorando a história local, bem como potenciais rotas ligadas a temas regionais, como história das guerras civis. O objetivo é diversificar as atrações para diferentes mercados.

O ministro destacou ainda a necessidade de ampliar a oferta regional para atender a demanda brasileira, destacando que o Uruguai já figura entre os principais destinos de turismo receptivo da região, com espaço para aumentar a participação de visitantes de mercados estratégicos.

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