- Líderes da indústria de viagens pediram à Comissão Europeia que ordene às autoridades de fronteira suspenderem temporariamente os controles do EES se for necessário para evitar atrasos no verão.
- ACI Europe alerta que os controles biométricos podem causar filas de até três horas em aeroportos, com impactos maiores na Espanha, Portugal, França e Itália; julho e agosto podem piorar.
- A Abta pediu medidas de contingência e mais agentes de fronteira nos horários de pico; o EES começa a exigir registro em 10 de abril para a maioria dos viajantes.
- Em Lisboa, filas chegaram a sete horas antes do fim do ano, levando autoridades portuguesas a suspender o sistema; problemas com quiosques e ausência de app para pré-registro em alguns países.
- A maioria dos viajantes de países da zona Schengen deverá registrar-se ao chegar; medidas de contingência devem ficar em vigor por pelo menos 90 dias após o prazo de abril, com possibilidade de extensão.
O setor de viagens teme interrupções no verão por novos cheques biométricos nas fronteiras da Europa. Autoridades e representantes do setor pedem que a Comissão Europeia oriente autoridades a suspenderem temporariamente o sistema EES, se necessário, para evitar atrasos significativos.
Airports Council International (ACI) diz que a falta de pessoal nas fronteiras agrava a espera de passageiros com o EES. A organização aponta filas de até 2 horas em alguns países, com impactos previstos para julho e agosto, quando o tráfego deve dobrar.
O que envolve o EES? O sistema exige que viajantes de fora da área Schengen sejam identificados por impressão digital, foto e cadastro. A implementação ocorreu de forma gradual desde a fase de teste em outubro, gerando variações de aplicação entre os Estados-membros.
Quem está no centro do debate: Olivier Jankovec, diretor-geral da ACI Europe, crítica a sublinhagem de controle nas fronteiras e alerta para impacto em experiência do passageiro e segurança. O presidente-executivo da Abta, Mark Tanzer, pediu revisão contínua e reforço de guardas nas horas de pico.
Quando e onde tudo isso acontece: a situação afeta 29 países da UE onde o EES foi introduzido, com filas particularmente longas em aeroportos de Portugal, Espanha, França e Itália. Em Portugal, por exemplo, houve relatos de atrasos que chegaram a medir horas em operações de fronteira.
Por que isso é relevante: autoridades podem reduzir o alcance das verificações para evitar grandes filas ou até suspender o sistema temporariamente. A Comissão Europeia indicou medidas de contingência para pelo menos 90 dias a partir de abril, com possibilidade de extensão para cobrir o verão.
O que já ocorreu em partes do território: em Lisboa, as filas chegaram a horas antes do Ano Novo, levando autoridades portuguesas a suspenderem o uso completo do EES momentaneamente. Em outros pontos, kiosques de autoatendimento não operam de forma confiável, exigindo processamento manual.
No Reino Unido, as operações envolvendo o Eurotúnel e o Eurostar avançam com a fase de implantação gradual do EES para passageiros de ônibus e caminhões, enquanto o registro de veículos de turismo aguarda data determinada pelas autoridades francesas.
O objetivo das reuniões e dos pedidos é evitar interrupções graves no turismo, ampliando recursos e coordenação entre estados para gerenciar picos de tráfego, sem comprometer a segurança ou a fluidez das viagens.
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