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Ilha desabitada do Japão vira paraíso de coelhos

Okunoshima enfrenta futuro incerto para coelhos: população depende de visitantes, com casos de abuso e possível queda de visitas

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
A family from South Korea visits Okunoshima. Photograph: Kazuma Obara/The Guardian
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  • Okunoshima, ilha desabitada no mar interior de Seto, tornou-se destino turístico instagramável, conhecido pela população de coelhos que depende de visitantes para alimento.
  • Em 2024 quase duzentos mil visitantes passaram pela ilha, atraídos pela paisagem costeira e pela chance de ver os coelhos de perto.
  • A população de coelhos, estimada entre quatrocentos e quinhentos, depende de alimentação humana e de voluntários, para complementar a dieta natural.
  • Casos de abuso aumentaram preocupações: ao menos setenta e sete coelhos foram encontrados mortos entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, com um caso de violência envolvendo um suspeito condenado.
  • Árvore histórica: a ilha abrigou instalações de gás venenoso até a Segunda Guerra Mundial; a presença do passado é discutida entre a preservação histórica e a proteção dos animais, com atenção à possível queda de visitas caso o interesse pela história pese mais do que o das fotos com os coelhos.

Okunoshima, ilha desabitada no mar Seto, hoje atrai quase 200 mil visitantes por ano, em grande parte pelas suas comunidades de coelhos. O local abriga ainda um museu sobre a história de fábrica de gás venenoso durante a Segunda Guerra Mundial.

A atual atração turística contrasta com o passado: a ilha recebeu coelhos na década de 1970, com o objetivo de revitalizar a região. Hoje, a população de coelhos gira em torno de 400 a 500 animais, que dependem de pelletizadas oferecidas por visitantes e voluntários.

O que aconteceu recentemente envolve incidentes de abuso contra os coelhos e impactos na visitação. Entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, teriam sido identificados 77 corpos de coelhos, levantando preocupações sobre o bem‑estar dos animais e a sustentabilidade do turismo.

Quem está envolvido inclui moradores locais, funcionários do hotel isolado na ilha e voluntários que alimentam a fauna. Também aparecem autoridades locais ligadas à gestão do museu e à proteção de animais da área.

Quando e onde ocorrem os fatos de maior impacto ajudam a entender o cenário. Em 2024, os visitantes tiveram recordes de público, mas os episódios de abuso vieram à tona no início de 2025. Okunoshima fica no litoral japonês, acessível por ferry a partir de Honshu.

Por quê isso importa? A dependência alimentar dos coelhos de visitantes, que não encontram comida suficiente na vegetação, expõe os animais a riscos de desnutrição e facilita ataques de predadores. A situação abre debate sobre como conciliar turismo com bem‑estar animal.

História e memória

Koji Yamamoto, morador que frequenta a ilha, afirma que os coelhos recebem alimento de forma constante, especialmente no inverno, quando há menos turistas. Ele participa como voluntário há anos para proteger o grupo, explicando que a presença humana é crucial para a sobrevivência.

Desafios atuais

Pesquisadores identificaram que a diversidade genética dos coelhos sugere chegadas separadas ao longo do tempo, possivelmente com pessoas deixando animais abandonados. A falta de alimento natural aumenta a vulnerabilidade a predadores, como javalis e corvos.

Observação pública e futuro

Gestores do museu destacam que a maioria dos visitantes vem pelo apelo fotográfico dos coelhos, e não pela história da ilha. Ainda não há garantia de que o atual fluxo de turismo continue no futuro próximo, se não houver equilíbrio com o bem‑estar animal.

A ilha mantém o selo de dualidade entre luz e escuridade: patrimônio histórico de guerra ao lado de um ecossistema de coelhos que depende de gente para sobreviver, em meio a incertezas sobre o que virá a seguir.

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