- O Ministério da Saúde alertou sobre desinformação nas redes sociais, dizendo que as mensagens que afirmam que a vacina da gripe aumenta o risco de contrair a doença não têm base científica.
- A vacina contra a gripe produzida no Brasil pelo Instituto Butantan tem eficácia comprovada na prevenção de hospitalizações e mortes, especialmente entre crianças pequenas e pessoas com 60 anos ou mais.
- A dose disponível pelo Sistema Único de Saúde é a Influenza trivalente, indicada para prevenir quadros graves, complicações, internações e óbitos causados pelo vírus.
- A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começou no sábado e vai até 30 de maio, contemplando regiões com grupos prioritários como idosos, crianças, gestantes, profissionais de saúde e outras pessoas vulneráveis.
- Até o momento, a vigilância aponta apenas quatro casos do subclado K da Influenza A no Brasil; a vacinação continua sendo a forma mais eficaz de reduzir internações e mortes associadas à gripe.
O Ministério da Saúde afirmou nesta quarta-feira que mensagens falsas sobre vacinas voltaram a circular nas redes sociais, com foco na imunização contra a gripe. A pasta reforçou que afirmações sem base científica associando a vacina ao aumento do risco de gripe são incorretas.
A vigilância do governo aponta que a vacina contra a gripe produzida no Brasil pelo Instituto Butantan é eficaz para reduzir hospitalizações e mortes, especialmente entre crianças pequenas e pessoas com 60 anos ou mais. A dose disponível pelo SUS é a Influenza trivalente.
O ministério ressaltou que a vacina é produzida com vírus inativados, não causando a doença. A afirmação de que a vacinação aumenta o risco de gripe é considerada falsa.
Boatos
Gestores explicam que, no período de outono e inverno, o influenza circula com mais intensidade e surgem outras viroses respiratórias como parainfluenza, covid-19, VSR e rinovírus. Pessoas vacinadas podem apresentar sintomas de outras infecções, gerando a impressão de falha da vacina.
O ministério esclarece que, na prática, a imunização reduz a chance de quadros graves e diminui significativamente internações e mortes. A mensagem é de que a vacina salva vidas e protege os mais vulneráveis.
Vacinação
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza teve início no sábado e segue até 30 de maio nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Grupos prioritários incluem idosos, crianças, gestantes, trabalhadores da saúde, professores e pessoas com comorbidades, entre outros.
O governo informou que já foram distribuídas mais de 2,3 milhões de doses desde o início da mobilização. A atualização anual da vacina acompanha as cepas mais prevalentes, conforme orientação da OMS.
Reforço e vigilância
A pasta fortificou a vigilância da Influenza A (H3N2), especialmente do subclado K, observado em Estados Unidos e Canadá. No Brasil, até o momento, foram identificados apenas quatro casos do subclado K.
Laboratórios de referência, como Fiocruz e Instituto Adolfo Lutz, conduziram as análises com protocolos de vigilância. A vigilância envolve monitoramento de síndrome gripal, SRAG, diagnóstico precoce e fortalecimento do acesso à vacinação e aos antivirais.
A mensagem final do Ministério da Saúde é clara: a vacina contra a gripe não aumenta o risco da doença, reduz internações e salva vidas. A pasta recomenda verificar informações em fontes oficiais antes de compartilhar conteúdos nas redes.
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