- Nabil Bonduki, arquiteto, urbanista e vereador, critica a ideia de criar uma “Times Square” no Centro de São Paulo, associando-a à flexibilização da Lei Cidade Limpa.
- A discussão envolve projetos de privatização do espaço urbano, incluindo a concessão do Vale do Anhangabaú à iniciativa privada.
- Bonduki questiona se, com quatro painéis de LED na esquina da Ipiranga com a São João, seria possível autorizar quatro painéis em outras vias de alto fluxo, como a Avenida Paulista ou a Faria Lima.
- A proposta é defendida pelo governador Tarcísio de Freitas e pelo prefeito Ricardo Nunes, com o objetivo de ampliar a presença de anúncios e tecnologia na área central.
Nabil Bonduki afirma, em entrevista à CartaCapital, que a proposta de criar uma chamada “Times Square” no Centro de São Paulo funciona como um cavalo de Troia para a cidade. O foco é avaliar os impactos de projetos de privatização do espaço urbano.
O arquiteto, urbanista e vereador sustenta que as iniciativas visam flexibilizar a Lei Cidade Limpa, que regula a poluição visual. A ideia envolve ampliar a presença de mensagens visuais no entorno central da capital.
A conversa abordou ainda a concessão do Vale do Anhangabaú a empresas privadas, tema que Bonduki aponta como parte de um conjunto de ações para transformar a gestão de áreas públicas. O objetivo é tornar o espaço mais comercializado.
Segundo o ativista, a lógica dos empreendimentos privados no espaço urbano pode abrir caminho para novas regras de uso de fachadas e anúncios, o que, na visão dele, ampliaria a poluição visual.
Bonduki questiona a prática comparando com locais já sujeitos a mudanças de regra, citando seguranças públicas, impactos sociais e a necessidade de transparência. Ele enfatiza a importância de preservar o interesse público.
A entrevista, publicada pela CartaCapital, ressalta que a discussão envolve políticas municipais sob a gestão de autoridades como o governador Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes, com foco em espaço público e privatização.
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