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Bard faculty exige plano de transição para reitor ligado a Epstein

Faculdade de Bard cobra plano de transição na liderança de Botstein após revelações sobre relação com Epstein, enquanto revisão independente avança

Bard College president Leon Botstein delivers a speech at Bard College, in Annandale-on-Hudson, New York, in 2019.
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  • Professores de Bard College pediram à diretoria um “plano de transição de liderança” para o presidente Leon Botstein, sem exigir sua renúncia.
  • A diretoria anunciou em 19 de fevereiro a contratação do escritório WilmerHale para conduzir uma revisão independente sobre as comunicações entre Botstein e Jeffrey Epstein.
  • As revelações incluem que Botstein fez uma viagem à ilha de Epstein em 2012 e que a relação com o financiador foi debatida entre docentes há duas semanas.
  • Botstein diz que conheceu Epstein a partir de 2011, após receber um subvenção não solicitada de 75 mil dólares, e afirma que não era amigo do empresário.
  • O corpo docente publicou uma declaração apoiando a revisão independente e a participação da faculdade na definição de próximos passos, citando a necessidade de mudança institucional.

A comunidade acadêmica de Bard College está acompanhando uma crise envolvendo o presidente Leon Botstein. Em 19 de fevereiro, a instituição contratou a firma de advocacia WilmerHale para conduzir uma revisão independente sobre as comunicações entre Botstein e Jeffrey Epstein. A medida ocorre após novas divulgações de emails do Departamento de Justiça.

Os relatos indicam que Epstein manteve contatos com Botstein, incluindo uma viagem do presidente à ilha do magnata em 2012. A revelação gerou questionamentos sobre a relação entre o coleegio e doadores, bem como sobre políticas de avaliação de conduta e conflitos de interesse.

Até agora, o corpo docente vinha em silêncio, mas evoluíram discussões entre professores sobre possível resposta à controvérsia. Alguns defendiam a resignação de Botstein; outros argumentavam que já havia informações suficientes para considerar a relação como desqualificante.

Botstein assumiu a presidência de Bard em 1975 e costuma justificar o vínculo como função de arrecadação de fundos. Ele afirma que Epstein não era seu amigo e que conheceu-o apenas como parte de suas responsabilidades de captação de recursos.

Em carta dirigida à comunidade, Botstein explicou que recebeu um presente de Epstein e que o encontro em 2012 teve finalidade de arrecadação, não de amizade. Ele também mencionou ter estado doente na ocasião e ter ido apenas ao evento para apoiar a captação.

Desdobramentos e próximos passos

A instituição informou que a consultora está analisando todos os comentários recebidos e que os resultados serão divulgados assim que possível, com o objetivo de orientar mudanças institucionais. O corpo docente sinaliza a participação na definição de próximos passos.

O comunicado da diretoria afirma que a revisão independente contemplará políticas de doadores, captação, código de conduta e conflitos de interesse. A imprensa ressalta que a comunidade aguarda publicações sobre o andamento do processo.

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