- MPs do Labour criticam ministros por crisis de empréstimos estudantis plan 2 e pedem uma revisão urgente do sistema, em debate marcado para Westminster Hall.
- Estima-se que 5,8 milhões de estudantes de Inglaterra e País de Gales pegaram empréstimos plan 2 entre 2012 e 2023, com juros que aumentam a dívida mesmo durante o pagamento.
- O governo congelou, por três anos, o teto salarial para reembolso, dito como desfavorável em relação à promessa de reajuste anual.
- Grupos e figuras públicas, como Martin Lewis e a National Union of Students, pressionam por ações, com divergência entre partidos sobre soluções.
- Parlamentares destacam a injustiça do sistema; a secretária de Educação reconheceu problemas e afirmou que a prioridade atual é manter bolsas para estudantes de baixa renda, além de revisar o sistema.
O debate sobre o empréstimo estudantil em Inglaterra e no País de Gales ganhou contornos de controvérsia entre deputados. MPs da oposição acusam o governo de atrasos e de um sistema considerado injusto, que afeta milhões de graduados. O foco está nos empréstimos do plano 2, concedidos entre 2012 e 2023.
Ao centro da cobrança, estão 5,8 milhões de alunos que contrataram o empréstimo plano 2. Muitos pagam mensalmente, mas os juros mantêm a dívida em alta, ainda que os pagamentos ocorram.
A controvérsia ganhou força após o congelamento, em novembro, do teto salarial para as parcelas do plano 2 por três anos. A medida contraria promessas anteriores de atualização anual conforme a renda.
Destaques da sessão
Alguns deputados trabalhistas defendem uma revisão urgente do sistema, considerado por eles injusto para quem conclui os estudos. O debate em Westminster Hall ocorre nesta semana, com participação de membros de bancada.
Parlamentares citam impactos amplos, incluindo cobranças de juros desde o início do curso. Lembram que o sistema atual pode forçar inadimplência entre graduados de renda baixa.
Entre os apoiadores da revisão, destacam-se representantes de universidades, estudantes e defensores do consumidor, que pressionam por mudanças nas taxas de juros e na estrutura de pagamento.
O governo diz ter herdado o sistema de empréstimos do governo anterior e aponta que o congelamento protege contribuintes e estudantes. A comunicação oficial afirma que os empréstimos são adequados para quem tem menor renda e que dívidas são canceladas ao fim do prazo.
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