- Linda Burney foi nomeada para o conselho da University of Technology Sydney (UTS), seu primeiro cargo público desde que deixou o parlamento federal.
- A nomeação, anunciada pelo governo de New South Wales, visa restaurar a confiança na universidade diante de críticas recentes.
- Burney foi a primeira mulher aborígene eleita à Câmara dos Representantes e ajudou a criar a primeira política de educação aborígene nos anos oitenta.
- Ela pretende ampliar a participação de povos originários no ensino superior e defender uma presença aborígene mais forte no currículo.
- A UTS tem metas de chegar a três por cento de quadro indígena até 2026 e setecentos estudantes indígenas até 2030; a instituição atravessa uma reestruturação conturbada com cortes de vagas anunciados, porém voluntários.
Linda Burney foi nomeada para o conselho da University of Technology Sydney (UTS), marcando sua primeira função pública após deixar o parlamento federal. A nomeação, anunciada pelo governo de Nova Gales do Sul, visa rehabilitar a confiança na universidade diante de críticas recentes.
A ex-ministra dos Povos Indígenas e a primeira mulher aborígene eleita à Câmara dos Representantes traz décadas de experiência em políticas educacionais. Nos anos 1980, ajudou a criar a primeira política de educação aborígne, que exigia o ensino sobre a sociedade aborígne contemporânea e tradicional.
Burney afirmou que a prioridade é reduzir as desigualdades na educação superior brasileira? Não, na australiana. Ela mencionou o objetivo de ampliar oportunidades para jovens e adultos First Nations por meio de currículo com perspectiva aborígne.
Desafios e metas da UTS
A universidade mantém uma estratégia de educação e pesquisa indígena que prevê 3% de trabalhadores indígenas (FTE) até 2026 e 700 estudantes indígenas até 2030. Em 2024, a força de trabalho indígena era de 2,2% e o contingente de estudantes indígenas somava 406 (1,09%).
O ministro NSW de educação superior, Steve Whan, elogiou a experiência de Burney em incentivar estudantes indígenas a ingressar no ensino superior. Ele destacou a necessidade de governança robusta e perspectivas educacionais para a instituição.
O UTS vive um momento de reestruturação controversa, com anúncio de cortes de 121 funções em meio ao plano de mudanças acadêmicas. A universidade informou que as demissões seriam voluntárias e suspendeu mudanças em cursos até 2027.
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