- O professor de filosofia Idris Robinson processa autoridades da Texas State University, alegando violação de seus direitos constitucionais pela rescisão de seu contrato após palestrar sobre o conflito israelo-palestino fora do campus, em outro estado.
- A palestra ocorreu em Asheville, Carolina do Norte, em 29 de junho de 2024, sem menção à Texas State durante o evento; a organização não afiliou o professor à universidade no momento.
- A campanha pró-Israel nas redes sociais, iniciada em 5 de junho de 2025, contribuiu para pressão sobre a instituição, conforme a queixa, levando à suspensão administrativa e, posteriormente, à rescisão do contrato, prevista para maio deste ano.
- A queixa cita o presidente da universidade, Kelly Damphousse, três dirigentes seniores e o conselho de regentes, acusando o corpo dirigente de violar direitos primeiramente e oitavo emenda.
- Dados internos mostram que Robinson disputou a decisão, mas a universidade negou o recurso; o caso é destacado entre um aumento de ações legais envolvendo docentes disciplinados por discurso sobre Palestina, segundo a Palestine Legal.
Idris Robinson, professor de filosofia, processa a Texas State University por suposta violação de seus direitos constitucionais após a instituição encerrar seu contrato. O episódio envolve uma palestra sobre o conflito Israel-Palestina realizada fora do estado, em que houve confusão no local. A universidade afirma ter seguido procedimentos administrativos.
Segundo a queixa, Robinson era professor com planos de carreira estável há quatro anos e supostamente recebeu decisões de suspensão administrativa e término de contrato ligadas a uma apresentação ocorrida em North Carolina, em evento não ligado à instituição. O processo cita acórdãos internos e o cumprimento de avaliações de desempenho.
A queixa cita o envolvimento de Kelly Damphousse, atual presidente da universidade, além de outros grandes cargos, como membros do conselho de regentes. O advogado representante de Robinson afirma que a instituição falhou em cumprir obrigações contratuais e violações da Primeira e Quarta Emendas, buscando também uma ordem de proteção temporária para impedir a demissão.
O caso ganha relevância em meio a um aumento de ações legais envolvendo docentes que discutem Israel e Palestina. Dados de um grupo jurídico listado indicam crescimento de pedidos de apoio legal, com dezenas de casos registrados desde outubro de 2023, destacando tensões entre liberdade acadêmica e políticas institucionais.
Robinson afirma que, durante a palestra realizada em Asheville, Carolina do Norte, em 29 de junho de 2024, não houve menção à Texas State nem à filiação dele com a universidade. A sessão teve início, foi interrompida por conflito entre presentes, e Robinson deixou o recinto após ser alertado sobre transmissão ao vivo de participantes pró-Israel.
Um relatório da polícia de Asheville, com 44 páginas, não menciona Robinson como testemunha ou suspeito na briga. O processo menciona ainda que Robinson recebeu notificações de contas ligadas a atividades pró-Israel e recebeu orientações administrativas de afastamento e posterior demissão.
A universidade não respondeu a perguntas encaminhadas pela imprensa. A defesa de Damphousse e de demais autoridades não se manifestou oficialmente sobre o caso. O professor busca uma reversão da demissão e a manutenção de condições contratuais de desempenho previstas no acordo de carreira.
Entre na conversa da comunidade