- A reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Márcia Cristina Bernardes Barbosa, integrou a lista da Forbes de mulheres que transformam a ciência.
- Em entrevista ao Conexão Roberto D’Avila, da GloboNews, ela alertou que universidades públicas e comunitárias sofrem ataques globais para desacreditar o conhecimento.
- Ela citou um programa da UFRGS com o Ministério da Saúde para formação em educação a distância de Agentes Comunitários de Saúde (ACS), o Projeto Mais Saúde com Agente, que já forma mais de 400 mil ACS.
- Bernardes Barbosa criticou o lobby de empresas de tecnologia e chamou o movimento de tentar criar um “Fast Food” universitário de baixa qualidade, afirmando que big techs têm entendimento incorreto sobre a formação profissional.
- Para enfrentar isso, propôs aproximar as universidades da população por meio de linguagem acessível, presença em ruas, eventos e redes sociais, além de defender a equidade como inovação, citando a diversidade como fator de melhor desempenho financeiro.
A reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Márcia Cristina Bernardes Barbosa, figura em uma lista da Forbes que destaca mulheres que transformam a ciência. Ela proferiu declarações em entrevista ao Conexão Roberto D’Avila, exibida pela GloboNews.
A pesquisadora alerta sobre um movimento global que busca desacreditar universidades públicas e comunitárias que produzem conhecimento. Segundo ela, o ataque é potencializado por lobbies de grandes empresas de tecnologia.
Bernardes Barbosa defende que as universidades são responsáveis pela implementação de políticas públicas, já que o governo não tem condições de fazer formação em larga escala. Na visão dela, a EAD é ferramenta essencial.
Ela cita o projeto Mais Saúde com Agente, parceria da UFRGS com o Ministério da Saúde, que já forma mais de 400 mil agentes comunitários de saúde. O programa é apresentado como exemplo de atuação pública universitária.
A reitora enxerga um risco de concentração no setor educacional, com a existência de um eventual conglomerado de universidades de baixa qualidade, a que chama de modelo tipo fast food.
Sobre o papel das big techs, Márcia Bernardes critica a ideia de substituição do ambiente de pesquisa universitária por cursos oferecidos por empresas de tecnologia. Ela reforça que a inovação nasce na universidade.
Para enfrentar o movimento, a reitora enfatiza a aproximação das universidades com a população, ampliando linguagem acessível, participação em eventos e presença nas redes sociais.
Diversidade como motor de inovação
Ela destaca que maior diversidade nas equipes acadêmicas está associada a melhor performance financeira das empresas, conforme estudos citados pela pesquisadora.
A reitora sustenta que as cotas foram cruciais para ampliar o acesso, mas reforça que a diversidade precisa se refletir nas discussões e decisões institucionais.
No entendimento dela, salas com visões diferentes promovem soluções mais plurais e eficientes, fortalecendo o impacto social do conhecimento produzido.
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