- A divulgação dos Epstein files mostra vínculos de financiador com membros de rodas de universidades dos EUA, levando docentes a avaliações, centros de pesquisa fechados e conferências canceladas.
- Barnard College recebeu carta aberta de mais de setenta docentes pedindo investigação sobre Epstein e Francine LeFrak, cuja relação com o financista é destacada nos documentos.
- Columbia University disciplinou dois profissionais da faculdade de odontologia após revelações sobre apoio de Epstein a uma namorada dele; a instituição também doa 210 mil a organizações que ajudam sobreviventes de abuso.
- Em Bard College, a relação de longa data entre o presidente Leon Botstein e Epstein gerou pressão de estudantes para que Botstein renuncie, com uma investigação independente anunciada.
- A repercussão alcança outras instituições, com Harvard, Yale e Ohio State abrindo investigações ou adotando medidas contra docentes conectados a Epstein, além de ações em universidades de música, tecnologia e medicina.
O Departamento de Justiça dos EUA divulgou novos documentos sobre Jeffrey Epstein, revelando ligações entre o financista e membros de conselhos, professores e administradores de diversas universidades. As informações já afetam políticas de instituições de ensino superior no país.
Além de Barnard College, ligada à Columbia University, as revelações colocam em evidência ligações entre Epstein e doadores, diretores e docentes. Em Barnard, professores assinaram uma carta pedindo apuração sobre a relação com Francine LeFrak, acionista e membro do conselho.
A lista de casos envolve múltiplas frentes: Banimento de nome de fundadora de programa de bem estar, mudanças em comissões de admissões e medidas de revisão institucional. Em alguns casos, centros de pesquisa foram fechados ou conferências canceladas.
Barnard College e Colaborações com Epstein
A carta de mais de 70 docentes de Barnard cobra investigação sobre correspondências entre Epstein e LeFrak. LeFrak aparece diversas vezes nos arquivos do Epstein, o que provoca dúvidas sobre o papel de trustee da instituição.
Um trecho aponta convite de LeFrak a Epstein em viagens de negócios, incluindo uma em Rwanda, associada a iniciativas para treinamento de mulheres sobreviventes de genocídio. O material é descrito como repugnante pela comunidade.
Barnard informou que contratou assessoria independente para revisar fatos e orientar decisões. A instituição sustenta que nunca aceitou recursos diretos de Epstein e que não há ligação confirmada com a escola.
Outras instituições e consequências
Columbia University disciplinou dois membros da Faculdade de Odontologia, com Moss-Salentijn perdendo o título de vice-decana e Magnani removido de comissões de admissões e liderança voluntária. A universidade fará uma doação de 210 mil dólares a organizações que apoiam vítimas de abuso.
Na UCLA, o professor adjunto Mark Tramo teve seu perfil removido do site, mas mantém atividades docentes. Email entre Tramo e Epstein envolve mensagens de alunas interessadas em oportunidades de pesquisa.
Bard College reporta relação de longa data entre Leon Botstein e Epstein. A instituição abriu investigação independente para apurar comunicações, recebimentos financeiros e assuntos correlatos. Estudantes discutem a necessidade de mudança administrativa.
Harvard confirmou que Summers se afastou de funções docentes para que a universidade investigasse vínculos com Epstein. A instituição também ampliou o escopo da apuração de doadores vinculados ao financiador, com estimativas de doações previas.
Yale isolou o professor David Gelernter de atividades de ensino após vínculo com Epstein. Em e-mails, Gelernter indicou uma estudante para um projeto de software, descrito nas investigações.
Ohio State abriu investigação sobre o OB-GYN Mark Landon, alvo de pagamentos regulares de Epstein. Em outros casos, Brad Karp renunciou ao posto de trustee de Union College por compartilhamentos com Epstein.
A divulgação também atingiu o Fashion Institute of Technology, que suspendeu um funcionário com possível relação com Epstein. O caso segue sob apuração.
As revelações reverberam nos EUA, no Reino Unido e em outros setores, atingindo política, negócios e entretenimento. Em foros britânicos, o caso levou à revisão de vínculos de figuras públicas e empresariais com Epstein.
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