- Britânicos que vivem em países europeus enfrentam aumento nos pagamentos de empréstimos estudantis, com o corte do limite salarial para planos 2 de £28.470 para £23.510, a partir de 6 de abril.
- O ajuste afeta britânicos em Alemanha e Bélgica, entre possivelmente outros países, que passam a pagar 9% sobre o que ganha acima do novo teto anual.
- Os tetos no exterior são baseados no custo de vida de cada país e revisados anualmente; há críticas de que o custo de vida na Alemanha não caiu o bastante para justificar a mudança.
- A mudança pode representar pagamentos mensais mais altos para alguns, com relatos de aumentos que podem chegar a quase o dobro.
- O Departamento de Educação não confirmou quantas pessoas serão impactadas; a divulgação dos tetos de 2026-27 no exterior deve ocorrer em abril.
Britons que vivem na Europa poderão enfrentar um aumento expressivo nas parcelas de empréstimo estudantil no fim deste ano, informou o Guardian. Graduados britânicos trabalhando na Alemanha e possivelmente em outros países receberam avisos de que as parcelas mensais vão subir a partir de abril, com a redução do patamar de renda para o reembolso.
O governo está reduzindo o teto de remuneração para o Plano 2. Para residentes no exterior na Alemanha, por exemplo, o teto cai de £28.470 anuais para £23.510, válido a partir de 6 de abril. Os pagamentos continuam em 9% do que se ganha acima desse teto. A mudança é parte de ajustes de custo de vida usados para calcular as parcelas no exterior.
A reportagem do Guardian revela que muitos afetados costumam pagar valores bem maiores que o previsto, e a medida é vista como parte de uma disputa sobre o custo da dívida estudantil. A dúvida central é a legalidade de ajustes com impactos tão diretos na renda de quem trabalha fora do Reino Unido.
Impacto por país e número de afetados
Não está claro, ainda, quantos graduados serão atingidos nem quais outros países terão mudanças nos tetos. O Department for Education disse que anunciará oficialmente os tetos internacionais para 2026-27 em abril. No momento, há relatos de ajustes para Alemanha e Bélgica, entre outros.
Estudantes no exterior com empréstimos do Plano 2, que já pararam de receber ações de juros mais altas, continuam obrigados a pagar 9% do que ganha acima do novo teto. A medida ocorre após o governo ter congelado o teto de reembolso no Reino Unido por três anos, gerando críticas sobre custo de vida e justiça fiscal.
Repercussões e contexto
Especialistas e trabalhadores migrantes afirmam que a mudança pode aumentar o peso financeiro para quem vive fora do país, e levantam a possibilidade de deslocamento menos atraente entre Reino Unido e Europa. O governo sustenta que o cálculo considera custos de vida em cada país e visa proteger contribuintes e estudantes de baixa renda.
Oficiais ressaltam que o sistema de empréstimos é herdado do governo anterior e que as regras de reembolso são definidas por renda e saldo devedor, com juros sendo cancelados ao fim do prazo. O debate continua, com pressão para reformas que tornem o sistema mais previsível para quem estuda ou trabalha no exterior.
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