- O turismo da América Central e do Sul deve crescer 4,1% em 2026, com movimentação de US$ 396,4 bilhões, equivalente a 7,5% da economia regional.
- O principal impulsor é o turismo doméstico, com gastos de viagens domésticas chegando a US$ 222,3 bilhões em 2026 (alta de 2,3% frente a 2025; 18,9% acima de 2019).
- Os gastos de turistas internacionais devem atingir US$ 70 bilhões em 2026, alta de 7,8% em relação a 2025 e 17,1% acima do pré-pandemia.
- O setor deverá apoiar 18,5 milhões de empregos em 2026 (8,3% de todos os empregos), com previsão de 22,6 milhões até 2036.
- Principais mercados emissores: Argentina (20%), Estados Unidos (18%), Brasil (7%), Chile (6%), Peru (3%). Países com maior crescimento: Equador (11,6%), Bolívia (10,3%), Panamá (8,4%), Guatemala (6,1%), Colômbia (5,7%); Brasil deve ter 2,1% de expansão no turismo. Venezuela aparece com aumento significativo nos gastos e PIB do turismo.
A indústria de viagens e turismo da América Central e do Sul deve superar a média mundial em 2026, segundo o WTTC. O setor deverá crescer 4,1% do PIB regional, impulsionado pela demanda doméstica e pelos gastos de turistas internacionais. A região movimentará US$ 396,4 bilhões, equivalente a 7,5% da economia local.
A recuperação é mais forte do que a global, que deve crescer 3,2%. Espera-se ainda a manutenção de empregos, com 18,5 milhões de postos de trabalho ligados ao turismo em 2026, ou 8,3% do total regional.
Ainda que haja crescimento de visitantes estrangeiros, o turismo doméstico continua sendo a principal força da região. O gasto com viagens domésticas deve alcançar US$ 222,3 bilhões em 2026, alta de 2,3% ante 2025.
Gastos de turistas internacionais devem chegar a US$ 70 bilhões em 2026, crescimento de 7,8% frente ao ano anterior. O aumento fica acima da expansão global prevista de 3,7%.
Mercado emissores e impactos regionais
Entre os principais mercados emissores, o Equador registra a maior expansão prevista do PIB turístico em 2026, cerca de 11,6%. Bolívia aparece com 10,3%, Panamá com 8,4% e Guatemala com 6,1%. A Colômbia deve crescer 5,7% e a Argentina, 4,9%.
O Brasil deve ver o turismo contribuir com 2,1% no PIB e ter gasto de visitantes internacionais 3% maior. A Venezuela também se destaca com projeção de 33,2% no PIB do turismo e 34,8% de crescimento nos gastos de estrangeiros.
Perfis de origem dos visitantes
Os maiores emissores para a região são: Argentina (20%), Estados Unidos (18%), Brasil (7%), Chile (6%) e Peru (3%). As projeções consideram condições econômicas e geopolíticas atuais, com revisões possíveis conforme o cenário global evolua.
Elaborado em parceria com a Oxford Economics, o estudo reflete dados disponíveis até maio e pode sofrer ajustes conforme inflação, preços de energia e eventos geopolíticos.
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