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Canadenses deixam de vir aos EUA, irritação com políticas de Trump na fronteira

Canadenses evitam cruzar a fronteira, aumentando a crise econômica em Lewiston e Niagara Falls, com quedas de até 30% nas vendas

An empty Niagara Falls state park in March.
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  • Canadenses boicotarão as cidades da fronteira após tarifas de Trump e retórica sobre o Canadá, impactando gastos turísticos locais; em Lewiston, a padaria teve queda de cerca de trinta por cento na receita e lojistas de antiguidades registraram queda de cerca de vinte por cento.
  • Dados mostram queda de vinte e um por cento de entradas de canadenses no estado de Nova York em 2025, e queda dezoito por cento em crossings de veículos na região Buffalo-Niagara Falls (perda de mais de setecentos mil cruzamentos).
  • A região de Niagara Falls está readequando estratégias, com a agência de turismo encerrando publicidade dirigida a canadenses e buscando atrair visitantes de outros estados.
  • Pesquisas indicam ceticismo entre canadenses em relação aos Estados Unidos como aliado confiável (nove por cento) e queda de decisões de viagem para os EUA (cinquenta e um por cento). Alguns canadenses que ainda cruzam o border o fazem de forma discreta.
  • Medidas e impactos a longo prazo preocupam autoridades locais, com receio de perder participação de mercado e receitas ligadas ao turismo, reflexo de impostos e serviços públicos na região.

O comércio na passagem de Lewiston, em Nova York, vive um momento de queda de movimento desde a eclosão de um boicote canadense. O objetivo é atravessar a fronteira e consumir em lojas, restaurantes e atrações turísticas da região.

A demanda local por bolos e doces caiu significativamente, dizem proprietários, mesmo com clientes regulares em períodos de pico. A queda de faturamento atingiu diferentes tipos de negócio na faixa turística entre Lewiston e Niagara Falls.

O boicote é atribuído a tensões provocadas por tarifas e declarações do ex-presidente dos EUA, além de preocupações com detenções na fronteira e operações do ICE. Os canadenses passaram a evitar o comércio nas cidades fronteiriças.

Impacto econômico local

Comércio de antiguidades registra retração de cerca de 20% no último ano, segundo proprietários, que veem pouca expectativa de recuperação rápida. Estabelecimentos relatam demissões sazonais e menor fluxo de visitantes.

Autoridades e empresários da região destacam a dependência histórica do público canadense para manter hotéis, restaurantes e serviços. A evasão de gastos é sentida tanto na fronteira quanto nos bairros vizinhos.

A entidade de turismo Destination Niagara decidiu mudar o foco de campanhas, priorizando visitantes norte-americanos e reduzindo a divulgação entre canadenses. A medida busca atenuar perdas com a redução de visitantes.

Perspectivas e respostas locais

Especialistas apontam que a mudança de comportamento dos canadenses tem efeito dominó na economia local, com impacto em impostos e serviços públicos. A redução de visitantes pode atrasar planos de desenvolvimento regional.

Entre autoridades locais, há chamadas por reavaliação de políticas federais sobre comércio e fronteira. Também surge o debate sobre fontes de turismo mais estáveis para enfrentar flutuações geopolíticas.

No setor hoteleiro, observa-se menor demanda de turistas canadenses mesmo em eventos esportivos, como partidas de times da região. A longo prazo, governos locais acompanham sinais de recuperação lenta.

Painéis de liderança comunitária ressaltam que a cooperação entre cidades da região é essencial para manter a atratividade turística, independentemente do clima político. A esperança é manter a atividade econômica dos setores ligados ao turismo.

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