- Um incêndio no bar Le Constellation, em Crans-Montana, no cantão de Valais, matou 40 pessoas e deixou mais de 100 feridas, na virada do Ano Novo.
- A descoberta de que o local estava sem inspeção de segurança por seis anos levou autoridades a proibir práticas arriscadas, como velas com faíscas.
- Cancelamentos e adiamentos de reservas chegaram a hotéis de Crans-Montana e da região, impactando o turismo local.
- Os proprietários do bar estão sendo investigados por homicídio culposo e outros crimes; cresce o debate sobre padrões de segurança nacionais.
- O caso expõe tensões entre autonomia cantonal e necessidade de normas federais, com pedidos por inspeções regulares, treinamento de staff e maior coordenação.
O incêndio mortal ocorrido no início de 2026 atingiu o bar Le Constellation, em Crans-Montana, no cantão de Valais, na Suíça. O fogo deixou 40 mortos, a maioria jovens, e mais de 100 feridos. A tragédia ocorreu durante a virada do ano no estabelecimento, que não passava por fiscalização de segurança há seis anos.
A relação entre o acidente e a segurança regulatória ganhou destaque: autoridades locais acusam a ausência de inspeções como potencial fator de risco, e o uso de velas cintilantes foi apontado como possível origem. Os proprietários do bar enfrentam investigação por homicídio culposo e outros crimes.
O impacto econômico já é sentido no turismo. Hotéis de Crans-Montana registraram cancelamentos e remarcações, afetando a ocupação de cerca de 1.300 quartos na região. Ainda assim, a atividade turística da Suíça permanece estável em termos gerais, com grandes centros de resort pesando no orçamento.
O episódio provocou debate político sobre padrões de segurança. Líderes locais defendem a harmonização de normas nacionais para eventos, destacando a autonomia cantonal no sistema suíço. Em Verbier, o setor de hospitalidade também expressa preocupações com rigor nas verificações.
Especialistas apontam o desafio logístico de fiscalizar milhares de imóveis e eventos. Em Valais, apenas parte dos imóveis possui seguro contra incêndio, o que eleva o risco para proprietários e pode reduzir a efetividade de controles preventivos.
Autoridades nacionais criaram uma sala de crise para apoiar cidadãos e turistas afetados. Parlamentares defendem revisão federativa de padrões de segurança, enquanto alguns municípios lembram que a fiscalização depende de recursos humanos e financeiros.
Surpresa entre visitantes e moradores, a tragédia também gerou clamores por treinamento adequado de equipes e limites de lotação em venues. A discussão pública segue centrada em medidas que elevem a confiabilidade de segurança sem comprometer a autonomia local.
Entre na conversa da comunidade