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Fiji discute planos de restaurar direitos indígenas sobre famosos pontos de surfe

Fiji avança com projeto de devolver qoliqoli aos iTaukei, para ampliar participação indígena no turismo, mas faltam detalhes práticos e impactos econômicos

Surfers have long been lured to the perfect waves at Cloudbreak in Fiji, but for decades access was limited to paying hotel guests.
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  • Fiji planeja devolver aos iTaukei o controle sobre as áreas marinhas conhecidas como qoliqoli, incluindo os recifes de surfe famosos, para permitir que decidam sobre turismo e pescas.
  • A medida visa compensar comunidades indígenas por operações turísticas e exploração de recifes que sustentam seus meios de vida.
  • O governo apresentou ao parlamento um projeto de lei de áreas marinhas, sugerindo participação indígena ampliada no turismo e em decisões sobre uso dos recursos.
  • Operadores turísticos manifestaram incertezas sobre como o projeto funcionará na prática, custos adicionais e como os contratos de arrendamento serão afetados.
  • O turismo é vital para Fiji, respondendo por cerca de quarenta por cento do PIB e movimentando aproximadamente US$ 1 bilhão no ano passado; a consulta para o projeto deve ocorrer ao longo de meses.

Fiji avança com proposta para devolver direitos indígenas sobre recifes famosos mundialmente para a comunidade iTaukei, os povos indígenas, na gestão de áreas marinhas conhecidas como qoliqoli. A medida busca remunerar comunidades locais por atividades turísticas e de pesca.

A iniciativa, anunciada pelo governo fijiano, visa ampliar a participação indígena no turismo e fortalecer a proteção dos recursos naturais. O projeto está sendo discutido no parlamento e ainda depende de regulamentação detalhada.

Desde 2010, após decreto que pôs fim a acordos de uso privado de recifes, ilhas como Tavarua passaram a receber turistas de forma aberta. A mudança abriu espaço para o surfe comercial, mas gerou controvérsias sobre direitos tradicionais.

O governo afirma que a nova lei permitirá que iTaukei registrem suas áreas e recebam receitas de operações turísticas, mantendo a custódia cultural sobre o litoral e os rios. O objetivo é reduzir desigualdades regionalizadas na renda gerada pelo turismo.

Especialistas apontam que a legislação pode exigir ajustes de modelo de negócios e custos operacionais para visitantes. Relatórios indicam preocupação de operadores sobre como os recursos serão distribuídos e fiscalizados.

A expectativa é abrir espaço para que comunidades locais recebam participação financeira mais substancial, com acompanhamento de uma comissão governamental na negociação de arrendamentos. A proposta também avalia mecanismos de sustentabilidade econômica para o setor.

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