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Reclamante da alta corte teve respostas via óculos inteligentes, diz juiz

Tribunal em Londres conclui que testemunha foi coachada por óculos inteligentes, com depoimentos preparados por terceiros

The Royal Courts of Justice in London. The judge rejected Jakštys’s evidence ‘in its entirety’.
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  • A alta corte em Londres concluiu que Laimonas Jakštys recebia respostas através de óculos inteligentes durante o depoimento.
  • A juíza Raquel Agnello KC afirmou que Jakštys foi “desonesto” ao negar o uso dos óculos e que suas declarações testemunhais foram claramente preparadas por terceiros.
  • Segundo o veredito, o depoente pausava antes de responder e houve interferência detectada; o telemóvel dele começou a emitir voz durante o interrogatório.
  • Os óculos estavam conectados ao telemóvel e, após serem removidos, a evidência foi entregue ao advogado dele; a defesa pediu que ele os retirasse e que o questionamento prosseguisse.
  • A advogada de defesa sustenta que Jakštys era orientado pelo advogado Paulius Miliauskas, fato rejeitado pela juíza; o testemunho foi considerado não confiável e houve decisão a favor dos réus.

O High Court de Londres confirmou que o demandante Laimonas Jakštys recebeu respostas por meio de óculos inteligentes durante o depoimento. A decisão foi proferida pela juiz de insolvência Raquel Agnello KC.

Segundo o tribunal, Jakštys mentiu ao negar o uso dos óculos e suas declarações foram claramente preparadas por terceiros. A defesa relatou interferência, acompanhada pela intérprete, e pediu que o réu retirasse os óculos.

Agnello descreveu que, durante o interrogatório, Jakštys fez pausas antes de responder. Em determinado momento, o telefone móvel dele começou a emitir vozes, levando a removê-lo de dentro da jaqueta e a colocar os dispositivos sob supervisão do advogado.

Provas de uso de tecnologia

A juíza afirmou que os óculos estavam conectados ao celular durante o interrogatório. O depoimento de Jakštys foi considerado não confiável e infundado após a retirada dos dispositivos. A defesa havia alegado que Miliauskas, advogado lituano, ajudava na preparação, mas o juiz rejeitou essa tese.

Walker, advogada de Jakštys, indicou que Miliauskas era o único que assistia à sessão por videoconferência até a interrupção do link. A magistrada não definiu quem orientava o réu, mas aceitou que Jakštys recebia assistência nas respostas até aquele momento.

Agnello concluiu que as respostas de Jakštys foram influenciadas por orientação externa e que o conjunto de evidências é incompatível com a veracidade do depoimento. Com isso, o tribunal julgou a favor das partes rés, rejeitando o conjunto de provas do autor.

Desdobramentos

A decisão impacta o andamento do litígio entre Jakštys, o empresário UAB Business Enterprise, e a Insolvency and Companies List. A advogada Walker afirmou que este caso marca um tema recorrente com avanços tecnológicos nos tribunais. Mais informações sobre consequências legais devem ser anunciadas pelas partes envolvidas.

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