- O ministro Jhonatan de Jesus suspendeu o processo de análise da atuação do Banco Central no caso Master até a conclusão de outras investigações relacionadas.
- A suspensão vale até o término de sindicância no BC, do processo administrativo da Controladoria-Geral da União e de investigações no Supremo Tribunal Federal.
- Ele pediu acesso a informações de várias frentes de apuração e determinou a abertura de procedimento preparatório para reavaliação do grau de sigilo dos autos.
- Técnicos devem solicitar ao Banco Central indicar quais documentos devem permanecer em sigilo por conter informações sensíveis.
- O parecer técnico já apontou que não houve impropriedades do BC na liquidação do Master; o relatório final será submetido ao plenário do TCU.
O Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu nesta terça-feira 24 o andamento do processo que analisa a atuação do Banco Central (BC) no caso de liquidação extrajudicial do Banco Master. A medida vale até a conclusão de outras investigações em curso relacionadas ao tema, segundo o ministro relator Jhonatan de Jesus.
A decisão também prevê a possível reavaliação do grau de sigilo dos autos. O ministro autorizou a secretaria-geral de controle externo a abrir procedimento preparatório para revisar o sigilo, com a participação do BC para indicar quais documentos devem permanecer sob segredo por conter informações sensíveis.
Contexto do caso
Antes de concluir o relatório final, o ministro solicitou acesso a informações de diversas frentes de apuração, incluindo sindicância no BC, processo administrativo da CGU e investigações no STF. O objetivo é embasar o juízo definitivo sobre a liquidação do Master.
O parecer técnico do TCU, já constatado pelo g1, aponta que não houve impropriedades, omissões ou negligências por parte do BC na condução da liquidação. Técnicos enfatizam que a intervenção foi legal, fundamentada e iniciada após esgotamento de alternativas de recuperação diante da insolvência.
Desdobramentos recentes
Jhonatan de Jesus havia determinado, em dezembro de 2025, que o BC apresentasse esclarecimentos sobre indícios de liquidação precipitada, com o sigilo do processo decretado na época. O BC contestou a decisão, defendendo que o caso deveria seguir para deliberação colegiada do TCU.
O procedimento técnico nos documentos foi concluído, e o caso ainda não foi levado a plenário, uma vez que o relatório final do relator aguarda conclusão das investigações e o parecer definitivo.
Entre na conversa da comunidade