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Moraes concede prisão domiciliar a Bolsonaro; deixa Papudinha após 2 meses

Moraes concede prisão domiciliar temporária a Bolsonaro por 90 dias, com nova avaliação de requisitos e saúde; condenado a 27 anos e 3 meses

O ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Mateus Bonomi/AFP
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  • Moraes concedeu prisão domiciliar temporária de 90 dias a Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses pela trama golpista, com nova avaliação após o prazo.
  • A decisão seguiu a recomendação da Procuradoria-Geral da República, que defendeu a flexibilização do regime em razão da saúde do ex-presidente.
  • Bolsonaro permanece internado tratando pneumonia bacteriana bilateral, decorrente de broncoaspiração; ele já recebeu alta da UTI e foi transferido para o quarto.
  • A avaliação inclui possibilidade de perícia médica se houver necessidade, para verificar a manutenção da prisão domiciliar humanitária.
  • Bolsonaro estava na Papuda desde 15 de janeiro; a execução da pena teve início em 25 de novembro de 2025, e, três dias antes, o ministro autorizou prisão preventiva por violações às medidas cautelares.

O ministro do STF Alexandre de Moraes decidiu nesta terça-feira 24 conceder prisão domiciliar por 90 dias ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses por liderar a tentativa de golpe. A decisão seguiu a recomendação do Ministério Público e levou em conta o estado de saúde do paciente.

Bolsonaro permanece internado para tratar pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração. Ele teve alta da UTI na segunda-feira e foi transferido para o quarto no Hospital DF Star, em Brasília, após internação em 13 de março. O entorno familiar passa a receber a supervisão da Justiça durante o regime domiciliar.

Contexto da decisão

O procurador-geral Paulo Gonet apoiou a medida, argumentando que a condição clínica recomenda flexibilização do regime. Em parecer ao STF, ele afirmou que a saúde do ex-capitão justifica a prisão domiciliar humanitária.

Moraes havia negado, em 2 de março, pedido semelhante da defesa. Na oportunidade, o ministro ressaltou que não havia motivos excepcionais e destacou as condições de cumprimento da pena na Papudinha, com base em relatório policial e perícia da PF.

O benefício deve ser reavaliado ao fim do período de 90 dias, para verificar a continuidade dos requisitos legais, inclusive com eventual perícia médica se necessário. A decisão não encerra o caso e mantém a supervisão judicial sobre o regime de cumprimento da pena.

Bolsonaro estava desde 15 de janeiro na Sala de Estado Maior no 19º Batalhão da PM, no Complexo Penitenciário da Papuda. O local é conhecido como Papudinha, enquanto a execução da pena teve início em 25 de novembro de 2025.

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