Em Alta NotíciasFutebolBrasileconomiaPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Igreja devolve mais de R$ 156 mil de dízimo a fiel

Justiça do Espírito Santo determina que Igreja Universal devolva R$ 156 mil a fiel por coerção e exploração de vulnerabilidade

Igreja é obrigada a devolver 'dízimo' de R$ 156 mil a fiel
0:00
Carregando...
0:00
  • O Tribunal de Justiça do Espírito Santo condenou a Igreja Universal do Reino de Deus a devolver R$ 156 mil a um fiel de Vila Velha.
  • A decisão, publicada em 11 de março pela 1ª Câmara Cível, aponta que as doações ocorreram entre 2011 e 2015, em campanhas como a “Fogueira Santa”.
  • Segundo o processo, as contribuições ocorreram sob coação moral e indução psicológica, com promessa de benefícios espirituais e milagres condicionados às doações.
  • A igreja contestou, afirmando que as doações foram voluntárias e alegando intolerância religiosa e imparcialidade da primeira instância.
  • Os magistrados entenderam que vincular graça divina ao valor doado configura prática ilícita e que a liberdade religiosa não autoriza exploração de pessoas em vulnerabilidade.

O Tribunal de Justiça do Espírito Santo condenou a Igreja Universal do Reino de Deus a devolver R$ 156 mil a um fiel residente de Vila Velha. A decisão foi publicada pela 1ª Câmara Cível da corte na quarta-feira, 11 de março. O processo envolve doações feitas sob a alegação de dízimo e participação em campanhas religiosas entre 2011 e 2015.

Segundo o relato, o fiel participou de campanhas como a “Fogueira Santa” e realizou cinco doações que somaram o montante apontado. A defesa da igreja afirmou que as contribuições foram voluntárias e rejeitou a acusação de coação moral ou indução psicológica. Relatou ainda que não houve exploração financeira da vulnerabilidade do fiel.

A decisão manteve o veredito da 6ª Vara Cível de Vila Velha e rejeitou o recurso da instituição. O tribunal destacou que vincular a graça divina ao valor doado caracteriza prática ilícita. Além disso, afirmou que a liberdade religiosa não autoriza exploração de pessoas em condição de vulnerabilidade.

Decisão e contexto

O processo também trouxe depoimento de um ex-pastor, que relatou orientações internas para identificar indivíduos em fragilidade emocional e incentivá-los a contribuir financeiramente. A defesa da igreja pediu análise de imparcialidade na primeira instância, o que foi negado pelos magistrados.

O caso envolve ainda a defesa de que as doações ocorreram sem coação, mesmo com a alegação de deficiência física e histórico de vulnerabilidade emocional do fiel. A decisão é responsável por determinar a devolução do valor ao fiel, com base nos princípios de proteção à cidadania e à liberdade religiosa. A conclusão de mérito foi publicada pela imprensa local, que consultou fontes oficiais e dados do processo.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais