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Empresa dos EUA pagará US$ 22,5 milhões por morte de bebê após negar teletrabalho

Júri de Ohio condena Total Quality Logistics a $22.5m pela morte do bebê após negar trabalho remoto a funcionária grávida de alto risco

Total Quality Logistics in Atlanta, Georgia, on 16 January 2020.
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  • Um júri da corte estadual de Hamilton, em Ohio, decidiu que a Total Quality Logistics deve pagar 22,5 milhões de dólares à família de Chelsea Walsh por ter negado o pedido de trabalho remoto durante uma gravidez de alto risco.
  • A gravidez de Walsh foi classificada como de alto risco em fevereiro de 2021; médicos recomendaram o trabalho em casa, descanso parcial e limitação de atividades.
  • A empresa exigiu o retorno ao escritório e, posteriormente, a afastou sem pagamento, mesmo diante das orientações médicas.
  • Em 24 de fevereiro de 2021, a TQL autorizou o trabalho remoto, mas já era tarde: Walsh teve complicações, foi hospitalizada e Magnolia nasceu com 20 semanas e seis dias, morrendo horas depois.
  • A TQL divulgou condolências à família, declarou discordar do veredito e afirmou estar avaliando opções legais e mantendo o compromisso com a saúde dos empregados.

Um júri de Ohio determinou que a empresa de logística Total Quality Logistics (TQL) deve pagar 22,5 milhões de dólares à família de Chelsea Walsh. A decisão envolve a negativa de trabalho remoto durante uma gravidez de alto risco, que terminou com o nascimento prematuro da filha Magnolia e a morte da bebê poucas horas após o parto.

Walsh, durante 2021, enfrentava uma gestação de alto risco e recebeu orientação médica para trabalhar de casa até a evolução do quadro. A empresa pediu que ela retornasse ao escritório e, posteriormente, a colocou em licença não remunerada. O caso foi ouvido ao longo de sete dias no tribunal da Hamilton County, em Cincinnati.

O veredito aponta que a negativa de manter Walsh em expediente remoto contribuiu para o desfecho fatal, segundo os advogados da família. O julgamento envolveu cinco mulheres e três homens, e a decisão foi anunciada nesta semana, após discussão sobre falhas na gestão do caso pela empresa.

Desfecho do caso e posicionamentos

Ao defender a própria posição, a TQL afirmou que lamenta a perda, discorda do veredito e ressalta que analisa opções legais, mantendo o compromisso com a saúde e o bem-estar dos seus colaboradores. A empresa ressaltou ainda que reconhece a importância de políticas de trabalho flexíveis.

O advogado da família, Matthew C. Metzger, afirmou que o veredito foi alcançado após a empresa rejeitar várias oportunidades de acordo menor. Metzger destacou que a decisão reconhece que a solicitação de Walsh era razoável diante das instruções médicas.

A cidade de Cincinnati abriga a sede da TQL, uma das maiores corretoras de frete dos Estados Unidos, com milhares de funcionários. A empresa também é proprietária do TQL Stadium, que abriga o FC Cincinnati.

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