- Deputados da oposição protocolaram pedido para que o presidente Lula demita o procurador-geral da República, Paulo Gonet, por suposta omissão nas investigações sobre o Banco Master e a relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.
- O documento sustenta que a atuação de Gonet pode configurar descumprimento de funções constitucionais, citando omissão, procrastinação ou atuação incompatível com defesa da ordem jurídica.
- O pedido baseia-se no artigo 128 da Constituição, que permite ao presidente solicitar ao Senado a exoneração do chefe do Ministério Público, com aprovação da maioria absoluta dos senadores.
- Pontos apontados incluem o arquivamento de pedidos de suspeição de Dias Toffoli no caso Master e a ausência de manifestação sobre suspeitas envolvendo Alexandre de Moraes, bem como o envolvimento da esposa de Moraes em contrato com o banco.
- A pressão aumentou após críticas do ministro André Mendonça, relator do caso no STF, que chamou o pedido de prazo adicional da PGR de “lamentável”; Gonet justificou a necessidade de mais tempo pelo volume de informações.
Oposição ao governo protocolou um ofício ao presidente Lula pedindo a demissão do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por suposta omissão nas investigações sobre fraudes envolvendo o Banco Master. A ação envolve também a relação entre ministros do STF e o empresário Daniel Vorcaro. A denúncia aponta falhas no andamento das apurações.
Os deputados Caroline de Toni e Gustavo Gayer afirmam que Gonet não atua de forma adequada nas apurações ligadas ao banco e aos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Segundo o documento, a conduta pode configurar descumprimento de funções constitucionais, por meio de omissão ou atraso injustificado.
O pedido baseia-se no artigo 128 da Constituição, que admite a exoneração do chefe do Ministério Público mediante aprovação do Senado. A medida, no entanto, depende de maioria absoluta dos senadores, algo inédito desde a redemocratização.
Contexto
Entre os pontos citados está a decisão de arquivar pedidos que questionavam a suspeição de Toffoli no caso Master, por possível conflito de interesses. Toffoli foi sócio de dois irmãos em empresa ligada a uma negociação de cotas de um resort no Paraná com fundo ligado a Vorcaro.
Também é destacada a falta de manifestação sobre suspeitas envolvendo Moraes. A defesa aponta contato frequente com Vorcaro, inclusive no dia da prisão do empresário, além de envolvimento da esposa do ministro em contrato com o Banco Master.
A pressão sobre Gonet aumentou após críticas públicas de André Mendonça, relator do caso no STF, que classificou o pedido da PGR para ampliar prazo de análise de documentos como lamentável. Gonet justificou o atraso pelo volume de informações, estimado em centenas de páginas.
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