- O ministro André Mendonça autorizou Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a depor na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) às 11h do dia 10 de março.
- A Polícia Federal ficará responsável pela logística de transporte e retorno, com escolta policial; não será utilizado avião particular.
- Vorcaro pode ficar em silêncio ou responder parcialmente às perguntas; a defesa negociou o depoimento com o senador Renan Calheiros, sem oitiva na CPMI do INSS.
- Vorcaro foi preso no Aeroporto de Guarulhos em novembro de 2025 e é investigado por fraude na emissão de créditos bancários; o Banco Master foi liquidado pelo Banco Central, gerando cerca de R$ 50 bilhões em despesas ao Fundo Garantidor de Créditos.
- A oposição na CAE deve questionar a relação de Vorcaro com o ministro Dias Toffoli; a PF solicitou o afastamento de Toffoli da relatoria, a qual foi redistribuída para Mendonça.
André Mendonça autorizou a ida de Daniel Vorcaro à CAE do Senado. O depoimento está marcado para as 11h do dia 10 de março, explicou o ministro do STF nesta sexta-feira, 27. O objetivo é ouvir o banqueiro, dono do Banco Master, em sessão presidida pelo senador Renan Calheiros.
Conforme a decisão, a Polícia Federal ficará responsável pela logística de transporte e retorno do custodiado, em aeronave institucional ou de carreira, com escolta policial contínua. Não está permitido o uso de aeronave particular.
Vorcaro, investigado por possível fraude na emissão de créditos bancários, pode permanecer em silêncio ou responder apenas parcialmente às perguntas. A defesa negociou a oitiva com Calheiros, sem acordo para uma oitiva na CPMI do INSS.
O banqueiro foi preso no Aeroporto de Guarulhos em novembro de 2025. A investigação envolve a possível fraude na emissão de créditos, com a liquidação da instituição pelo Banco Central. O episódio impacta o Fundo Garantidor de Créditos, que pode ter de arcar com cerca de 50 bilhões de reais em ressarcimentos.
Na CAE, a oposição deve questionar Vorcaro sobre relacionamentos com autoridades, incluindo o ministro Dias Toffoli. A PF chegou a pedir o afastamento de Toffoli da relatoria do caso Master após apontar conversas dele com Vorcaro no celular do empresário. Toffoli contestou a legitimidade da investigação e as acusações de parcialidade.
Diante da crise, Toffoli deixou a relatoria do caso, que foi redistribuída a Mendonça. A transferência ocorreu no contexto de tensões institucionais e do andamento dos trabalhos do STF. As próximas etapas dependem do depoimento e de novas deliberações judiciais.
Entre na conversa da comunidade