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STF discute corte de penduricalhos: quem vencerá a disputa?

Racha no STF sobre corte de penduricalhos envolve duelo entre Dino e Mendes, impactando agenda institucional e a tramitação de lei federal

Ministros do STF em sessão sobre corte de penduricalhos. (Foto: Luiz Silveira/STF)
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  • O STF vive um racha entre Flávio Dino e Gilmar Mendes: decisões diferentes sobre suspender penduricalhos, com Dino incluindo todos os servidores e Mendes mirando magistratura e Ministério Público.
  • Penduricalhos são verbas indenizatórias para cobrir gastos de trabalho; o teto salarial hoje é de R$ 46,3 mil e Mendes chamou a situação de balbúrdia, dizendo que o teto virou piso.
  • A Justiça continua pagando esses adicionais porque o Congresso ainda não aprovou uma lei federal que regulamente e torne transparente esses pagamentos.
  • Associações da magistratura dizem que a medida reduz a atratividade da carreira; advogados afirmam que os cortes foram agressivos e relatos mencionam benefícios básicos para alguns magistrados.
  • A leitura de que o caso Master influencia as decisões aponta que o STF busca cortar privilégios para melhorar a percepção pública diante de um escândalo envolvendo familiares e empresas ligadas a ministros.

O STF discute o corte de penduricalhos em meio a um racha entre ministros. Flávio Dino e Gilmar Mendes assinaram decisões com alcance diferente: Dino atingiu todos os servidores de todos os Poderes, enquanto Mendes focou na magistratura e no Ministério Público. A movimentação é vista como tentativa de criar uma agenda positiva após recentes episódios que afetaram a imagem da Corte.

Os penduricalhos são verbas indenizatórias para cobrir gastos de trabalho, como moradia e transporte. Na prática, têm sido usadas para pagar valores acima do teto sem descontar impostos ou respeitar o limite de remuneração.

Penduricalhos: funcionamento e teto

O teto atual do funcionalismo é de 46,3 mil reais. Qualquer benefício adicional costuma ser questionado quando extrapola esse limite. Um dos ministros classificou a prática como uma balbúrdia, em que o teto vira piso de remunerações.

Apesar de uma mudança constitucional em 2024, que determinou a criação de lei federal para regulamentar e tornar transparente esses pagamentos, a tramitação não foi concluída. O Congresso enfrenta pressão de diversas categorias do serviço público, o que mantém regras próprias em tribunais e assembleias estaduais.

Contexto interno e desdobramentos

Associações da magistratura afirmam que a carreira perdeu atratividade e que salários atuais não atraem bons candidatos. Advogados da categoria criticam cortes considerados agressivos, comparando decisões a balas perdidas. Há relatos de magistrados de primeira instância sem acesso a benefícios básicos.

A pressa do STF para definir o corte dos supersalários é interpretada como tentativa de desviar o foco do caso Master. O tema envolve supostas relações financeiras entre familiares e empresas ligadas aos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. A Corte busca responder à sociedade com medidas que impactem a percepção pública.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para aprofundar o tema, leia a reportagem completa.

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