- O julgamento no Supremo Tribunal Federal começou nesta terça-feira (24) para os acusados dos assassinatos de Marielle Franco e de Anderson Gomes.
- A Procuradoria-Geral da República pediu condenação integral dos réus e indenizações por danos morais e materiais às famílias das vítimas e à assessora Fernanda Chaves.
- O motivo do crime, segundo a denúncia, seriam conflitos fundiários na Zona Oeste do Rio de Janeiro; os irmãos Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio, e Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, seriam os mandantes.
- Também são réus Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil; Ronald Paulo Alves Pereira, ex-policial militar; e Robson Calixto Fonseca, “Peixe”, ex-assessor de Domingos Brazão, apontados como atuantes no planejamento, monitoramento e intermediação com milícias.
- Defesas contestaram a delação premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa, alegando falta de provas materiais e inconsistência; o julgamento deve continuar nesta quarta-feira (25) com o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes.
O caso Marielle: o STF iniciou o julgamento dos acusados pelos assassinatos da vereadora do Rio de Janeiro e de seu motorista, em março de 2018. A sessão é da Primeira Turma e começou nesta terça-feira (24). O processo envolve mandantes e executores, com a PGR pedindo condenação.
O vice-procurador-geral da República, Hindenburg Chateubriand, defendeu a condenação integral, afirmando que a autoria e a materialidade estão comprovadas. Além da prisão, a PGR pediu indenizações às famílias das vítimas e à assessora Fernanda Chaves, que sobreviveu.
Segundo a denúncia, os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão seriam os mandantes, motivados por conflitos fundiários na Zona Oeste do Rio. A acusação cita ainda Rivaldo Barbosa, Ronald Alves Pereira e Robson Fonseca como participantes.
Defesas contestam delação de Ronnie Lessa
As defesas questionaram a validade da delação premiada de Ronnie Lessa, apontando falta de provas materiais e dificuldades de comprovação. Os advogados de Chiquinho Brazão classificaram o depoimento como inconsistência.
Os defensores de Domingos Brazão afirmaram que não houve vínculo econômico comprovado com o assassinato, baseada em depoimentos controversos. A defesa de Rivaldo Barbosa questiona enriquecimento ilícito do delegado.
Advogados de Ronald Alves e Robson Fonseca pediram absolvição, alegando que as acusações dependem de narrativas não comprovadas. O julgamento retoma nesta quarta (25), às 9h, com o voto do relator Alexandre de Moraes.
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