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Como Alexandre de Moraes contorna limites do STF no inquérito das fake news

OAB pede encerramento do inquérito das fake news, alegando insegurança jurídica, enquanto Moraes expande frentes, incluindo auditores da Receita e ações sem foro

Edson Fachin e Alexandre de Moraes no plenário do STF (Foto: Victor Piemonte/STF)
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  • A OAB pediu ao STF o encerramento do inquérito das fake news, alegando insegurança jurídica.
  • O relator Alexandre de Moraes avança em novas frentes, como a investigação de auditores da Receita e a continuidade de ações sem foro privilegiado.
  • A OAB afirma que o inquérito dura quase sete anos e tem aumentado o foco e o tempo de apuração, prejudicando a segurança do sistema jurídico.
  • Em dois mil e vinte, o plenário definiu limites: não investigar críticas comuns ao tribunal nem matérias jornalísticas e opiniões sem relação com esquemas de divulgação; tais limites teriam sido contornados em decisões recentes.
  • Exemplos citados: Kleber Cabral incluído por críticas a tornozeleiras eletrônicas; investigações sobre servidores da Receita e do Coaf; denúncia de ex-assessor Eduardo Tagliaferro no STF, mesmo sem foro.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu ao STF o encerramento do inquérito das fake news, por insegurança jurídica. O pleito chega em meio a avanços do relator Alexandre de Moraes em novas frentes, como a apuração de auditores da Receita e a continuidade de ações sem foro privilegiado.

A OAB sustenta que o inquérito, aberto há quase sete anos, tem alternado foco e tempo, prejudicando a segurança do sistema jurídico. Segundo a entidade, o ambiente de tensão entre Poderes desgasta a confiança pública e implica descredibilidade institucional.

A defesa da OAB aponta que o STF já limitou o inquérito em 2020, ao restringir investigações a abusos reais contra a Corte, e excluir matérias jornalísticas e simples opiniões da internet. Alega que esse escopo vem sendo contornado.

Um caso citado pela OAB envolve Kleber Cabral, presidente da Unafisco, que integrou o inquérito após criticar o uso de tornozeleiras para auditores da Receita. Suas declarações não teriam apresentado ameaças ou pedidos de fechamento do STF.

A apuração de servidores da Receita e do Coaf também é alvo de críticas de neutralidade. O inquérito ficou marcado pela origem ligada a notícias sobre um contrato de R$ 129 milhões da esposa de Moraes com o Banco Master, gerando alegações de conflito de interesses.

Outra linha questionada envolve a atuação do Judiciário em casos sem foro privilegiado. Embora o inquérito devesse não gerar ações penais contra cidadãos comuns, houve denúncia no STF de um ex-assessor, Eduardo Tagliaferro, sob relatoria de Moraes.

Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que o tema envolve equilíbrio entre controle institucional e preservação de garantias processuais. O farol permanece a necessidade de previsibilidade e limites claros na atuação do inquérito.

A Gazeta do Povo ressalta que a matéria permanece em análise no STF, com vistas a consolidar procedimentos compatíveis com a Constituição, sem abrir brecha para abusos ou julgamentos sem base.

Fonte: apuração da equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para entender o tema, consulte a reportagem completa.

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