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Desconfiança no STF em caso Master afeta relação entre ministros

Desconfiança no STF se agrava com caso Master; vazamentos e atritos entre ministros elevam a crise de credibilidade da Corte

Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes no plenário do STF (Foto: Victor Piemonte/STF)
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  • Caso Master reacendeu desconfiança no STF, com antagonismo entre ministros e tentativas de blindagem de investigações.
  • Revelações apontam ligações suspeitas entre Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, incluindo pagamentos ligados à venda do resort Tayayá, no interior do Paraná.
  • O afastamento de Toffoli da relatoria do inquérito do Master ocorreu após vazamentos de conversas envolvendo Vorcaro.
  • Moraes autorizou operação da Receita contra vazamentos de dados fiscais de ministros e parentes, o que gerou críticas de colegas sobre motivações e procedimentos.
  • Além do caso Master, cresce o clamor por código de ética no STF; pesquisa recente aponta que 82% da população vê necessidade de regulamentação.

O caso envolvendo o Banco Master reacendeu no STF um ambiente de desconfiança entre ministros. Revelações de ligações entre Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro abalaram a imagem da Corte, após tentativas de blindagem a investigações.

A tensão interna cresceu com decisões controversas. Toffoli buscou controlar apurações; Moraes retribuiu com ações para reprimir vazamentos. O clima de atrito fez com que ministros enviassem notas veladas à imprensa, em tom off, acirrando o atrito público.

A subida de tom ficou evidente após uma reunião secreta que afastou Toffoli da relatoria do inquérito do Master. No dia seguinte, o site Poder360 reproduziu falas dos ministros. Folha de S Paulo mostrou relatos anônimos sugerindo gravações seletivas de Toffoli.

Toffoli negou as acusações, afirmando que nada procede. O caso envolve conversas do celular de Vorcaro com menções a pagamentos de R$ 35 milhões relacionados à venda do resort Tayayá, no interior do Paraná, pela família dele.

A última quarta-feira teve novo ponto de tensão após Moraes ordenar busca e apreensão contra servidores da Receita que teriam vazado dados fiscais de ministros e parentes. A operação envolveu cerca de 100 pessoas, sem aviso prévio a colegas.

O Globo questionou as motivações de Moraes na ação, com relatos anônimos de ministros sobre o objetivo de montar dossiês com dados fiscais. A Receita abriu auditoria para rastrear acessos a informações sensíveis, alimentando a desconfiança entre pares.

A disputa envolve ainda o código de ética interno prometido pelo atual presidente do STF, Edson Fachin. A proposta tem sido alvo de críticas e recados na imprensa, com nomes de ministros citados em tom pejorativo.

Um episódio recente envolve uma colunista do UOL, que sugeriu relações entre a advogada de Fachin e a Itaipu. O comentário ampliou a percepção de que familiares de ministros teriam trânsito nos tribunais, tema já debatido no STF.

No passado, o STF abriu exceções para que juízes julguem clientes de escritórios em que atuam parentes, o que gerou críticas sobre favorecimentos. No caso Master, o Globo revelou mensagens entre Vorcaro e a ex-esposa de Toffoli sobre contratos com o Master.

Desempenho e repercussões

A crise derrama sobre a credibilidade da Corte, que enfrenta queda de confiança pública. Uma pesquisa aponta que 82% dos brasileiros defendem um código de ética para ministros, sinalizando demanda por maior transparência.

Entre aspectos internos, cresce o abalo pela possibilidade de novos vazamentos. A relação entre ministros permanece tensa, com receio de que fatos envolvendo Vorcaro possam ampliar o desgaste institucional.

Sobre o episódio, ministros próximos a Moraes indicam interesse em apurar responsabilidades, inclusive envolvendo figuras de governo, banqueiros e imprensa. A leitura é de que o objetivo é esclarecer a cadeia de vazamentos.

Contexto histórico

Intrigas no STF não são novas, mas o episódio atual amplifica disputas internas. Houve momentos de maior atrito público em 2012, durante o mensalão, e entre 2019 e 2022, na era Bolsonaro, com alianças entre ministros frente a críticas externas.

A pandemia e o 8 de janeiro de 2023 fortaleceram momentaneamente a unidade entre alguns ministros, mas o caso Master reacende desconfianças sobre conduta e independência. O cenário atual aponta para maior escrutínio e rigor ético.

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