- Documentos divulgados revelam que Andrew Mountbatten-Windsor esteve no radar da polícia norte-americana por quase quinze anos, antes de sua prisão no Reino Unido.
- O nome dele surgiu em uma investigação de 2011 do FBI sobre Jeffrey Epstein, com a vítima de Epstein e Ghislaine Maxwell relatando informações às autoridades.
- A vítima alegou ter viajado com Maxwell e Epstein a Londres, e que houve atividade sexual envolvendo o então membro da família real em endereços de Maxwell e de Epstein; Andrew nega ter qualquer relação.
- Em mil e dezenove, um memorando interno do Departamento de Justiça indicou interesse em entrevistar o príncipe, ainda que os procuradores tenham enfrentado resistência à cooperação.
- O promotor Geoffrey Berman afirmou diversas vezes que o príncipe não cooperou com a investigação federal sobre Epstein, enquanto o departamento seguia avaliando opções.
Andrew Mountbatten-Windsor esteve no radar das autoridades norte-americanas por quase 15 anos, mesmo antes de sua prisão na Grã-Britânia nesta semana. Documentos revelados mostram que o nome do ex-príncipe foi citado em uma investigação de 2011 sobre Jeffrey Epstein.
Segundo os arquivos, agentes da FBI chegaram a falar com testemunha que informou ter informações sobre Epstein e Ghislaine Maxwell. Em março de 2011, a equipe viajou à Austrália após a denúncia de uma vítima de Epstein, que descreveu fatos envolvendo o caso.
A vítima, cuja identidade aparece em documentos com dados redigidos, descreve caminhos que ligavam Epstein a Maxwell e a atividades envolvendo montagem de encontros com homens poderosos. Entre as alegações, constam viagens a Londres com Maxwell e um encontro em casa de Maxwell.
O material indica que Mountbatten-Windsor foi citado em meio às informações reunidas pela investigação. O ex-príncipe nega repetidamente qualquer atividade sexual com Giuffre, uma acusadora de Epstein que faleceu recentemente.
Internamente, o Departamento de Justiça já mostrava interesse em entrevistar o príncipe, conforme memorando de dezembro de 2019. O documento cita a busca por um advogado que representava o príncipe e a intenção de requisitar uma entrevista.
Epstein faleceu enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual. Maxwell foi condenada em 2021 por envolvimento nesse esquema de abuso de menores, com repercussões para diversas pessoas associadas ao caso.
Ao longo do tempo, autoridades como o procurador-geral de Manhattan, Geoffrey Berman, repetiram críticas à suposta falta de cooperação do príncipe com a investigação. Em 2020, Berman informou que não houve cooperação voluntária até então.
Caso permaneça com a linha oficial de que Andrew não coopera, as autoridades destacam que as portas permanecem abertas caso haja interesse real de participação. O portal de imprensa responsável não divulgou contatos adicionais do representante do príncipe.
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