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Justiça dos EUA rejeita ações contra Neil Gaiman por acusações de abuso sexual

Justiça federal dos EUA rejeita três ações contra Neil Gaiman por suposta agressão sexual de babá na Nova Zelândia, por falta de jurisdição

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Neil Gaiman at an event in Los Angeles in January 2024.
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  • Julgadores federais dos Estados Unidos rejeitaram três ações que acusavam o escritor Neil Gaiman de assédio sexual contra a babá da família em Nova Zelândia, em 2022.
  • Scarlett Pavlovich moveu ações contra Gaiman e a esposa, Amanda Palmer, em Wisconsin (fevereiro de 2025), Massachusetts e Nova York, sob alegações de múltiplos abusos sexuais durante o período em que foi nanny da família.
  • Em Nova York, a ação contra Palmer foi abandonada em maio, com a corte aceitando a justificativa de que a jurisdição era incerta, já que Palmer havia se mudado de Nova York para Massachusetts.
  • Em Wisconsin, a parte contra Palmer também foi retirada em maio; em outubro, o juiz James Peterson interrompeu o restante do caso, determinando que a ação deveria tramitar em Nova Zelândia.
  • Em Boston, o juiz Nathaniel Gorton não manteve a ação contra Gaiman em Massachusetts, mantendo a alegação de que o caso deveria ocorrer na Nova Zelândia; Gaiman nega ter feito sexo não consensual.

Federal judges encerraram três ações movidas contra Neil Gaiman, acusado de estupro pela(a) ex-nanny Scarlett Pavlovich, ocorridas nos EUA em relação a eventos na Nova Zelândia em 2022. Pavlovich abriu ações em Wisconsin, Massachusetts e Nova York em fevereiro de 2025, alegando abusos cometidos pelo escritor e por sua esposa, Amanda Palmer, quando ela prestava serviços à família.

Gaiman tem residência no noroeste de Wisconsin, enquanto Palmer mora em Massachusetts. Pavlovich também pediu a retirada da ação de Nova York contra Palmer em maio, citando dúvidas sobre a jurisdição. A juíza Mary Kay Vyskocil, de Nova York, concedeu o pedido em junho.

Pavlovich também retirou a parte da ação de Wisconsin contra Palmer em maio; a ação restante foi rejeitada pelo juiz James Peterson, em Madison, em outubro, que explicou a necessidade de a vítima buscar recursos na Nova Zelândia. O juiz Nathaniel Gorton, em Boston, derrubou a ação de Massachusetts na última sexta-feira, pelos mesmos motivos.

Desfecho e contexto

Os advogados de Pavlovich não responderam a pedidos de comentário da Associated Press. Advogados de Gaiman e Palmer também não retornaram as ligações.

A AP não identifica pessoas que relatam abusos sexuais, a menos que se identifiquem publicamente. Pavlovich confirmou sua identidade em entrevista à New York Magazine, cuja matéria de janeiro de 2025 relativos a acusações de abuso e coerção de várias mulheres foi divulgada.

Pavlovich alegou ter 22 anos e estar desabrigada ao conhecer Palmer em Auckland, em 2020, sendo convidada para a residência na Waiheke Island e, posteriormente, tornando-se babá do filho do casal. Segundo as ações, Gaiman a teria assediado na primeira noite em que se conheceram, em fevereiro de 2022, e os abusos teriam continuado, levando-a a permanecer no emprego por dificuldades financeiras.

Ao comunicar os supostos ataques a Palmer, Pavlovich afirmou que Palmer já havia recebido relatos de mais de uma dúzia de mulheres sobre abusos por Gaiman. Ela sustenta que os abusos cessaram apenas quando informou à parceira que tinha pensado em se suicidar.

Pavlovich também afirma que Palmer tinha conhecimento dos desejos sexuais de Gaiman e a apresentou a ele, para que fosse alvo dos abusos. A denúncia alega violação de leis federais sobre tráfico humano, requerendo pelo menos 7 milhões de dólares em indenização.

Gaiman divulgou uma nota em resposta à matéria da New York Magazine, negando ter se envolvido em relações sexuais não consensuais. Os advogados dele argumentaram que houve um breve relacionamento pessoal entre Pavlovich e o escritor, com contato físico consensual, e que as ações deveriam tramitar, se houver, na Nova Zelândia.

A defesa afirmou que as investigações policiais na Nova Zelândia não encontraram elementos suficientes para sustentar as acusações. Os defensores acrescentaram que Pavlovich busca, por meio das ações, prejudicar a imagem de Gaiman e que o caso deve ser resolvido no país onde ocorreram os supostos fatos.

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