- Uma advogada do Escritório do Procurador dos EUA em Minnesota, Julie Le, que disse “this job sucks” em tribunal, foi removida de detail para o escritório do procurador dos EUA na região.
- O juiz federal Jerry Blackwell exigiu que Le e a advogada assistente Ana Voss comparecessem ao tribunal para explicar por que o DHS não cumpriu prazos para a libertação de cinco detidos.
- Blackwell afirmou que uma ordem judicial não é orientativa nem opcional para qualquer agência.
- Le contou que mudou do ICE para o escritório do procurador em Minnesota em de janeiro para lidar com um volume maior de petições de habeas corpus e que já havia considerado demitir-se após tratar de mais de oitenta e oito casos em menos de um mês.
- A audiência ocorre em meio a críticas aos trabalhos do ICE em Minnesota, com o anúncio de saída de cerca de setecentos agentes federais do estado, mantendo aproximadamente dois mil no local.
Julie Le, advogada da US Attorney’s Office no Minnesota, havia deixado de atuar como defensora ligada ao ICE e foi realocada para o escritório do procurador dos EUA no distrito de Minnesota. A mudança ocorreu para ampliar a resposta a um aumento de petições de habeas corpus.
A mudança de função ocorreu após Le ter se manifestado publicamente contra o próprio trabalho, chegando a dizer que este emprego é dificultoso. As falas ocorreram durante uma audiência com um juiz federal em Minnesota.
O motivo da presença de Le no tribunal foi esclarecer por que o ICE deixou de cumprir prazos para a libertação de cinco detidos. O juiz federal Jerry Blackwell havia ordenado a sua aparição, bem como a de Ana Voss, para tratar do tema.
Durante a audiência, Blackwell ressaltou que uma ordem judicial não é opcional nem consultiva. Ele destacou a gravidade das falhas de cumprimento e pediu que os responsáveis apresentassem explicações claras.
Le afirmou que, em Minnesota, muitos funcionários do DHS não compreendem a seriedade de uma ordem judicial federal. A testemunha relatou ter movido sua atuação para a equipe do US attorney em 5 de janeiro para responder a um aumento de casos.
A advogada disse ainda que já havia apresentado pedido de demissão após atuar em mais de 88 casos de imigração em menos de um mês, mas permaneceu no cargo devido à ausência de substituto.
A audiência ocorre em meio ao escrutínio sobre as operações do ICE em Minnesota, que resultaram na detenção de adultos e crianças sem antecedentes criminais. Entre os casos de destaque está a detenção de um menino de cinco anos, retratado em imagens virais.
No âmbito federal, o governo anunciou que cerca de 700 agentes federais deixarão Minnesota, mantendo ainda aproximadamente 2 mil agentes no estado. A medida representa queda expressiva, mas deixa o contingente acima de níveis normais.
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