- Prisão de Deivis Marcon Antunes, ex-presidente da Rioprevidência, ocorreu em uma estrada no interior do Rio de Janeiro, em operação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.
- A prisão está ligada a um aporte de quase R$ 1 bilhão usado na compra de letras financeiras do banco de Daniel Vorcaro, decisão da Justiça Federal do Rio de Janeiro.
- Os investigadores apuram obstrução de investigação e possível ocultação de provas, sob a linha de crime na Lei de Organizações Criminosas.
- Em outra frente, a Polícia Federal abriu inquérito para gestão fraudulenta envolvendo o Banco Regional de Brasília, ligado à tentativa de compra do Master pelo BRB, operação bloqueada pelo Banco Central.
- No total, há pelo menos quatro frentes de investigação em andamento, com possível encaminhamento ao STF ou à primeira instância, conforme as ligações entre os investigados e dados apurados.
Até agora, a prisão de Deivis Marcon Antunes, ex-presidente da Rioprevidência, ocorreu em uma estrada no interior do Rio de Janeiro. A ação foi executada por equipes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, no âmbito das investigações do caso Master.
A detenção foi autorizada pela Justiça Federal do Rio de Janeiro. Segundo as apurações, Antunes é investigado por participação em um esquema com aporte próximo a 1 bilhão de reais, utilizado na compra de letras financeiras do banco de Daniel Vorcaro.
O objetivo da operação é esclarecer possível obstrução de investigação e ocultação de provas. As autoridades devem apurar se houve interferência para dificultar as investigações em curso.
Panorama das frentes de apuração
Na mesma semana, a PF abriu novo inquérito para apurar gestão fraudulenta envolvendo o Banco Regional de Brasília (BRB). A instituição tentou adquirir o Master, controlado por Vorcaro, operação que foi impedida pelo Banco Central em 2025.
Os investigadores listam crimes potenciais no inquérito sobre a compra frustrada: gestão fraudulenta de instituição financeira, falsificação de documento público e associação criminosa. Esses fatos se somam a suspeitas envolvendo a Rioprevidência.
Ao todo, há quatro frentes de apuração em andamento. Elas acontecem tanto na Justiça Federal do Rio de Janeiro quanto no Supremo Tribunal Federal, com atuação de diferentes juízes e ritos processuais.
Possíveis desdobramentos
Especialistas apontam que os dados de celulares de Vorcaro podem sustentar novas linhas de investigação. Dependendo das conexões entre as frentes, parte das apurações pode seguir no STF e o restante na primeira instância.
Há expectativa de que parte do caso Master e a relação com o BRB seja dividida em separado. Caso haja esse desmembramento, investigados com foro especial permaneceriam sob análise do STF, enquanto os demais seguiriam na Justiça Federal.
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