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Bolsonaro faz três consultas diárias, caminhadas e não lê na Papudinha

Relatório da Polícia Militar do Distrito Federal aponta média de três consultas médicas diárias, caminhadas e leitura ausente nos primeiros treze dias de Bolsonaro na Papudinha

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
23.nov.2025 - Jair Bolsonaro é visto na superintendência da PF
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  • Nos primeiros treze dias na Papudinha, Bolsonaro recebeu ao menos três visitas médicas por dia, fez caminhadas e fisioterapia, e não leu nenhum livro.
  • O relatório da Polícia Militar do Distrito Federal ao STF detalha atividades, visitas, atendimentos médicos e fisioterapias entre quinze e vinte setes deste mês.
  • Bolsonaro chegou à Papudinha no dia quinze à noite, por ordem de Alexandre de Moraes; até o dia vinte sete houve de quatro a cinco visitas médicas por dia em nove ocasiões.
  • Em cinco dessas ocasiões, um dos médicos era da equipe particular de Bolsonaro; os demais pertenciam à Secretaria de Saúde do Distrito Federal, que atuam na Papudinha.
  • O documento também registra a presença da equipe de três peritos da Polícia Federal no dia vinte para a perícia médica prevista para decidir sobre o regime domiciliar; a documentação de exames recentes foi encaminhada à perícia nesta semana.

Em seus primeiros 13 dias de prisão na Papudinha, em Brasília, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizou rotina de saúde com visitas médicas frequentes, chegou a caminhar diariamente e não leu livros para descontar tempo de pena. A gestão da Papudinha, prisão administrativa, cabe à Polícia Militar do Distrito Federal.

O relatório da PM-DF apresentado ao STF detalha atividades do ex-presidente entre 15 e 27 deste mês. Bolsonaro chegou ao complexo no dia 15, à noite, por determinação do ministro Alexandre de Moraes. A área abriga uma cela especial de 64,8 m² reservada ao réu.

Ao longo do período, o UOL contabilizou entre quatro e cinco visitas médicas por dia em nove ocasiões. Em cinco delas, o médico era da equipe particular de Bolsonaro; nas outras, profissionais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, disponíveis na Papudinha.

Nos demais dias, Bolsonaro teve ao menos três visitas médicas em horários diferentes, com registro de nome e horário. No dia 20, a presença da perícia médica contou com três peritos da Polícia Federal, cuja avaliação poderá influenciar a decisão de Moraes sobre eventual regime domiciliar.

A perícia médica aguarda documentos de exames e procedimentos recentes. Segundo o UOL, exames após a queda na carceragem da PF e cirurgias recentes foram enviados à perícia apenas nesta semana, com laudo previsto para os próximos dias.

Relatório aponta que Bolsonaro não leu nenhum livro nesses dias, atividade prevista para desconto de pena por leitura, conforme autorizado por Moraes a pedido da defesa. A leitura, porém, não constou entre as atividades registradas.

Ao menos uma caminhada diária foi realizada em seis dias, segundo o documento, que também registrou sessões de fisioterapia em cinco dias. Não há menção a episódios graves que justificassem as visitas médicas.

O relatório da PM-DF descreve as avaliações clínicas de rotina como o principal motivo das visitas, com monitoramento dos sinais vitais e atendimento preventivo, sem relatos de intercorrências graves durante o período.

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