- A juíza Hannah Dugan, da comarca de Milwaukee, renunciou após ser condenada por obstrução por ajudar um imigrante a escapar de agentes federais.
- Ela foi condenada em dezenove de dezembro e enfrentava pedidos de renúncia por parte de republicanos do estado, que ameaçaram impeachment se não deixasse o cargo.
- Segundo a acusação, Dugan confrontou agentes do FBI e do ICE em frente à sala de audiência, orientou-os ao gabinete do juiz-chefe e passou pelo acesso privado de júri, enquanto o imigrante era procurado.
- Eduardo Flores-Ruiz foi preso após a perseguição a pé e, posteriormente, deportado; recebeu sentença de tempo já cumprido pela reentrada ilegal.
- Em carta ao governador Tony Evers, a juíza afirmou buscar manter a independência do judiciário; o porta-voz da assembleia republicana elogiou a decisão.
Hannah Dugan, juíza do tribunal de Milwaukee, pediu demissão após ser condenada por obstrução ao ajudar um imigrante a evitar a prisão por autoridades federais. A decisão chegou após a condenação, ocorrida no dia 19 de dezembro. Ela enfrentava pressões de líderes republicanos do estado que chegaram a cogitar impeachment caso não renunciasse.
A condenação ocorreu depois que autoridades tentaram prender Eduardo Flores-Ruiz, sem documentação, durante uma audiência na sala da juíza. Segundo o inquérito, Dugan orientou a defesa sobre a possibilidade de a oitiva seguinte ocorrer por Zoom e guiou os investigadores a uma porta interna de júri, antes de Flores-Ruiz ser capturado.
Em carta enviada ao governador Tony Evers, a juíza disse estar envolvida em um processo federal sem precedentes, que pode colocar em risco a independência do judiciário. Ela afirmou que renunciar seria manter a confiança dos cidadãos de Milwaukee na Justiça.
Resignação e desdobramentos
O porta-voz republicano Robin Vos elogiou a decisão de Dugan, afirmando que ela agiu conforme a constituição estadual. Do lado democrata, Ann Jacobs, presidente da comissão eleitoral de Wisconsin, disse apoiar a nomeação de um juiz permanente em Milwaukee para manter o tribunal estável durante o recurso da condenação.
Jacobs destacou que Dugan continua a defender a justiça ao evitar que o tribunal vire alvo de disputas políticas. A defesa do caso continua a tramitar em instâncias superiores, mantendo o foco na integridade do processo judicial.
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