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Sua empresa investe no desenvolvimento do trabalhador ou cobra apenas resultados?

Desenvolver o trabalhador reduz rotatividade e aumenta engajamento, enquanto metas sem preparo elevam retrabalho e afastamento emocional, comprometendo a produtividade

IA generativa é prioridade, mas trava na estratégia das empresas
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  • 56% dos profissionais recusariam uma promoção se ela prejudicar o bem‑estar, segundo levantamento Talent Trends, da Michael Page.
  • Do ponto de vista do empregador, aumentar responsabilidades sem preparo pode reduzir produtividade e aumentar a rotatividade ao longo do tempo.
  • O desenvolvimento começa com preparação antes da cobrança: orientação prática, acompanhamento e critérios claros. Sem isso, decisões ficam reativas e a equipe perde segurança operacional.
  • Promoção sem capacitação gera dificuldades de coordenação, mudanças na rotina e menor previsibilidade.
  • Feedback contínuo e estruturas de formação aumentam engajamento e retenção, enquanto ambientes centrados em cobrança elevam o afastamento emocional e reduzem a inovação.

Ampliação de metas sem preparo estruturado eleva rotatividade e reduz produtividade no médio prazo, segundo estudo Talent Trends da Michael Page. A pesquisa aponta que 56% dos profissionais recusariam uma promoção se ela prejudicasse o bem-estar. A depender da leitura, o custo para o empregador pode ser maior do que o ganho com resultados imediatos.

Para o setor de gestão de pessoas, o debate é se a empresa desenvolve o trabalhador ou apenas cobra resultados. O levantamento mostra que o aumento de responsabilidades sem apoio adequada gera queda de produtividade ao longo do tempo e maior turnover.

Rennan Vilar, diretor de Pessoas e Cultura do Grupo TODOS Internacional, afirma que o crescimento deve gerar autonomia com suporte, não apenas ampliar tarefas. A fala marca o foco em desenvolvimento como componente da estratégia de gestão.

Quando a empresa desenvolve o trabalhador

O primeiro sinal é a preparação antes da cobrança de metas. Funções novas exigem orientação prática, acompanhamento e critérios claros. Sem isso, decisões se tornam reativas e a equipe perde segurança operacional.

Promoção sem preparo

Especialistas técnicos costumam liderar sem formação em gestão, o que impacta a rotina da equipe. A mudança reduz a previsibilidade e aumenta conflitos de prioridades, segundo o especialista.

Rotina sem aprendizado

Quando a agenda prioriza entregas, sobra pouco espaço para formação. O aprendizado passa a depender de tentativa e erro, elevando retrabalho e prejudicando padrões de execução.

Metas sem critérios

Cobranças sem priorização clara geram interpretações diferentes. O alinhamento entre objetivos e qualidade pode falhar antes de qualquer melhoria de desempenho.

Feedback contínuo gera ambiente de formação

O retorno frequente difere ambientes de treinamento. Acompanhamento regular tende a reduzir custos operacionais e desgaste da equipe.

Impacto no engajamento

Ambientes centrados apenas na cobrança promovem afastamento emocional. Equipes evitam riscos e a inovação tende a diminuir, prejudicando a adaptação a mudanças.

Estrutura de formação

Quando há desenvolvimento, projetos passam a servir como aprendizado. Movimentações internas obedecem a planejamento de carreira, reduzindo improviso.

Papel da liderança

Gestores acompanham a execução, esclarecem metas e ajudam na evolução técnica. O equilíbrio entre exigência e orientação é apontado como essencial.

Permanência na organização

Relatórios de pesquisa indicam que o engajamento global está baixo e há perdas econômicas associadas. A permanência depende da percepção de evolução real pelo profissional. Em ambientes com desenvolvimento efetivo, a tendência é maior retenção.

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