- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou, nesta segunda-feira, tratamento complementar de radioterapia superficial no couro cabeludo após a remoção de um carcinoma basocelular.
- Serão quinze sessões de radioterapia de baixa profundidade, com foco na pele, sem expectativa de efeitos colaterais significativos.
- O carcinoma basocelular é o tipo mais comum de câncer de pele não melanoma; cresce lentamente e, se não tratado, pode destruir tecidos e causar deformidades, mas quase não metastatiza.
- A lesão de Lula era localizada, sem disseminação para o corpo, segundo a equipe médica; a cirurgia é o tratamento padrão, com a radioterapia atuando para reduzir o risco de recidiva.
- Entre os principais fatores de risco estão exposição solar crônica e pele clara; acompanhamento dermatológico é recomendado para quem já teve a doença.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou nesta segunda-feira 25 um tratamento complementar com radioterapia superficial no couro cabeludo. O procedimento ocorre após a retirada, em abril, de um carcinoma basocelular, o tipo mais comum de câncer de pele. Segundo o Hospital Sírio-Libanês, as sessões são preventivas e devem ter poucos efeitos colaterais.
O carcinoma basocelular costuma crescer lentamente e raramente metastatiza. Especialistas ouvidos pelo g1 destacam que, se não tratado, o tumor pode destruir tecidos ao redor e causar deformidades. No caso de Lula, a lesão foi considerada localizada sem disseminação.
O INCA afirma que o carcinoma basocelular representa cerca de 80% dos cânceres de pele não melanoma diagnosticados no Brasil. A dermatologista Cristina Abdala informou que o tumor costuma não se espalhar, apresentando bom prognóstico com diagnóstico precoce.
Sobre o carcinoma basocelular
O câncer surge nas células basais da pele, na camada mais profunda da epiderme, e aparece principalmente em áreas expostas ao sol, como rosto, orelhas, pescoço e couro cabeludo. O crescimento é lento e tende a destruir tecidos próximos.
Entre os sinais estão feridas que não cicatrizam, pequenas lesões que sangram, crostas persistentes, nódulos brilhantes ou avermelhados e descamação recorrente. A ausência de dor pode atrasar a procura por atendimento.
A exposição solar crônica é o principal fator de risco. Pessoas com pele clara, histórico de queimaduras e trabalho ao ar livre têm maior probabilidade de desenvolver a doença. O couro cabeludo é especialmente vulnerável em indivíduos com calvície.
Radioterapia como complemento
A cirurgia continua sendo o tratamento padrão para a maioria dos carcinomas basocelulares, com altas taxas de cura. Em alguns casos, porém, tratamentos complementares reduzem o risco de recidiva.
A equipe médica informou que Lula fará 15 sessões de radioterapia superficial no couro cabeludo. A técnica utiliza radiação de baixa profundidade, sem atingir estruturas internas do organismo.
O objetivo é tratar possíveis células microscópicas residuais e ampliar o controle local da doença. A radioterapia é indicada quando há localização delicada ou expectativa de recidiva.
Observações finais
Tratamentos modernos, como terapias-alvo e imunoterapia, vêm sendo usados em estágios mais avançados. A recomendação médica para Lula, segundo o Sírio-Libanês, é manter o acompanhamento dermatológico e seguir proteção solar diária.
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