- O diretor-geral da Iata, Willie Walsh, disse que o aumento do custo do combustível de aviação tornará inevitáveis altas nas tarifas aéreas na temporada de verão europeia, mesmo que algumas companhias tenham tentado reduzir preços.
- Walhs alertou que não há como as empresas absorverem os custos adicionais a longo prazo, e que o maior problema é o timing para os aumentos.
- O impacto dos conflitos entre EUA e Israel sobre o Irã pode se manter mesmo com a possível reabertura do estreito de Hormuz, podendo afetar os preços do combustível até 2027.
- A União Europeia disse que não há barreira regulatória para uso de combustível de aviação de padrão norte-americano, desde que a introdução seja gerida com cuidado; o Reino Unido anunciou medidas para economizar combustível, como agrupar passageiros de voos diferentes.
- Algumas rotas de longa distância já registraram elevação de tarifas, e a indústria teme novas interrupções caso haja necessidade de suprimentos alternativos de combustível.
Aumento de tarifas aéreas é considerado inevitável neste verão, segundo o chefe da IATA. O cenário atual aponta para custos elevados de combustível de jato, o que pode pressionar os bilhetes mesmo com demanda fraca em alguns trechos europeus.
Willie Walsh, ex-CEO da British Airways e líder da IATA, afirmou que as companhias não conseguirão absorver apenas com margens a subida dos gastos com combustível. Ele também descartou pânico com desabastecimento, mas alertou para reajustes de preços de passagens.
Mesmo com a reabertura do estreito de Hormuz, o impacto da guerra entre EUA e Israel sobre o Irã pode persistir para 2027, segundo a entidade. A interrupção afetou a oferta de combustível de aviação, elevando seus custos.
Panorama de impactos
O custo do combustível de aviação vem refletindo nos preços de passagens em voos de longa distância e em mercados europeus. A IATA aponta que, sem fontes alternativas suficientes, as tarifas podem subir durante o verão.
Especialistas destacam que, mesmo com eventuais liberalizações no consumo de combustível importado, a volatilidade continua. A situação energética na região tem sido monitorada por reguladores europeus.
A União Europeia sinalizou que o uso de combustível de aviação de origem norte-americana é viável desde que gerido com cautela. A comissão destacou que não há impedimento regulatório imediato para esse combustível.
Repercussões setoriais
A Emirates, a British Airways e outras companhias já ajustaram alguns preços, mas não houve consenso sobre a extensão dos aumentos. Executivos do setor ressaltam a necessidade de estratégias para mitigar custos.
A União Europeia e o Reino Unido acompanham medidas para ampliar a oferta, com maior importação de combustível e aumento de produção local. Autoridades destacam ações para evitar interrupções no verão.
Ao analisar o cenário, especialistas ressaltam que o problema pode persistir mesmo com mudanças provisórias no abastecimento. A partir de julho, a demanda por energia e voos tende a subir.
Dados recentes e medidas
Cortes de voos temporários chegaram a 296 decolagens em aeroportos do Reino Unido neste mês, segundo a Cirium. A queda representa 0,75% do total de operações, em meio a ajustes operacionais.
No âmbito governamental, o Reino Unido flexibilizou regras para agrupamento de passageiros em voos, buscando reduzir consumo de combustível. A mudança visa melhorar a eficiência de frota em situações de crise.
O governo também informou que menores idades poderão usar as e-gates nos pontos de retorno ao país. Crianças entre oito e nove anos, acompanhadas, podem facilitar a entrada, ampliando o acesso para até 1,5 milhão de crianças.
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