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Austrália é instada a trocar diesel por ônibus elétricos com alta de combustível

Com o diesel acima de $3 por litro, urge acelerar a troca por ônibus elétricos para reduzir vulnerabilidade e dependência de combustíveis externos

Electric buses charge through overhead pantographs at the Brookvale bus depot in Sydney, Australia
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  • O diesel atingiu mais de $3 por litro na Austrália, acelerando o debate sobre priorizar ônibus elétricos no transporte público.
  • Atualmente, apenas 1% da frota de ônibus australianos é elétrica, frente a 80% na China e 12% no Reino Unido.
  • O Bus Industry Confederation defende que a transição para ônibus elétricos seja prioridade nos planos de segurança de abastecimento de combustível.
  • Países e estados já adotam metas: o ACT quer todas as frotas elétricas até 2040, com cerca de 24% dos ônibus já elétricos; Victoria já exige ônibus elétricos novos; SA planeja 81 ônibus elétricos neste ano.
  • Especialistas destacam benefícios além da redução de emissões, como maior resiliência a choques de combustível e menor dependência de combustíveis estrangeiros.

Australia é convidada a priorizar a troca de ônibus a diesel por elétricos, em meio a custos de combustível em alta. A mobilização vem de defensores do transporte público diante da elevação do diesel acima de 3 dólares por litro e preocupações com a segurança de abastecimento.

Dados oficiais mostram que apenas 1% da frota de ônibus na Australia é elétrica, diante de 80% na China, 25% na Holanda e 12% no Reino Unido. A Bus Industry Confederation afirma que o setor requer planejamento de segurança de combustível, com foco no transporte de passageiros.

Segundo a entidade, os ônibus transportam mais da metade dos passageiros do transporte público do país. O avanço para elétricos é visto como essencial para equidade social e resiliência comunitária, especialmente em áreas regionais.

Em 2025, o país registrou quase 42.800 ônibus movidos a diesel, contra 629 elétrizados por bateria — cerca de 1% da frota pesada, segundo dados governamentais. A maioria dos estados já estabelece metas para a transição, com Canberra e a região metropolitana de Sydney mirando 2040 para eletrificação total.

Mudanças de metas e exemplos de implementação

O ACT já opera com cerca de 24% da frota elétrica e afirma que ônibus movidos a eletricidade utilizam energia 100% renovável produzida na Austrália, reduzindo custos operacionais e dependência de combustíveis estrangeiros. Em South Australia, a meta para 2026 é de 81 ônibus elétricos, aproximadamente 8% da frota local, enquanto a Western Australia já alcançou o 100º ônibus elétrico produzido localmente.

No Victoria, todas as novas aquisições de ônibus são elétricas. Em Melbourne, a Kinetic inaugurou um depósito com infraestrutura de recarga por overhead, e NSW concluiu a primeira de 11 conversões de depósitos para elétricos. Especialistas destacam que o benefício não se resume às emissões, envolvendo impacto na saúde e na cidade.

Profissionais advertem que o custo da transição pode se justificar pela segurança do abastecimento, reduzindo vulnerabilidade a choques de preço internacional. A ideia é que a rede elétrica australiana mantenha a operação de frotas independentemente de oscilações externas.

Benefícios e impactos esperados

Pesquisadores apontam que os ônibus elétricos também oferecem vantagens sociais, como redução de ruído e melhoria da qualidade do ar em comunidades, além de maior resiliência frente a choques de combustível. A infraestrutura de recarga é destacada como parte fundamental do planejamento.

Projetos regionais, como um piloto comunitário em Gippsland, Victoria, demonstram a viabilidade de ônibus elétricos em áreas não urbanizadas. Desde 2024, dois mini-bus elétricos atendem centenas de passageiros, contribuindo para reduzir isolamento social.

Especialistas afirmam que a crise atual de energia pode acelerar custos-benefícios da eletrificação, com a mobilidade urbana ganhando protagonismo como eixo de segurança nacional. A expectativa é que lições aprendidas durante a crise orientem políticas públicas futuras.

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