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Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, diz relatório

Demanda global por viagens aéreas deve dobrar até 2050, com ritmo mais intenso na Ásia-Pacífico e África, exigindo infraestrutura e políticas públicas adequadas

Relatório da IATA revela quais mercados terão maior demanda por viagens aéreas
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  • A demanda global por viagens aéreas deve dobrar até 2050, segundo a IATA, que reúne mais de 360 companhias aéreas.
  • O volume de viagens aéreas deve sair de 9 trilhões de passageiros-quilômetros pagos (RPK) em 2024 para entre 19,5 trilhões e 21,9 trilhões em 2050, conforme o cenário adotado.
  • Os cenários consideram crescimento anual composto (CAGR) entre 2,9% e 3,3%, com todos apontando aumento do tráfego de passageiros.
  • O crescimento será desigual: Ásia-Pacífico deve avançar mais rápido, seguido por África; Europa e América do Norte aparecem como grandes mercados, porém com ritmo um pouco menor.
  • A pandemia de Covid-19 provocou uma mudança estrutural na demanda, gerando uma lacuna que não deverá voltar ao nível anterior até 2050.

O relatório Projeções de Demanda de Longo Prazo, divulgado nesta semana pela IATA, indica que a demanda global por viagens aéreas deve dobrar até 2050. A associação representa mais de 360 companhias aéreas, respondendo por cerca de 85% do tráfego mundial.

Segundo o estudo, a demanda pode chegar a cerca de 20,8 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) em 2050, partindo de 9 trilhões em 2024, no cenário intermediário. O RPK mede o volume de passageiros pagantes multiplicado pela distância percorrida.

A IATA ressalta que existem três cenários com diferentes taxas de crescimento anual (CAGR), variando de 2,9% a 3,3%. Em todos, o volume de RPK entre 2024 e 2050 cresce significativamente, com faixas entre 19,5 e 21,9 trilhões no horizonte.

Willie Walsh, diretor-geral da IATA, afirma que o crescimento aponta oportunidades de empregos e desenvolvimento econômico global, ainda que exija políticas públicas para infraestrutura, facilitação de mercados, regulação e transição para energia limpa.

Mercados emergentes lideram alta

O relatório aponta que o ganho da demanda não ocorre de forma uniforme. Diferenças demográficas, maturidade dos mercados e conectividade influenciam os resultados regionais, com Ásia-Pacífico crescendo mais rápido em todos os cenários.

A região Asia-Pacífico é seguida por África e Oriente Médio, áreas com potencial de expansão devido ao tamanho de população, ao dinamismo econômico e a conexões que favorecem voos de longa distância entre continentes.

Mesmo assim, Ásia-Pacífico, Europa e América do Norte devem permanecer, em 2050, entre os três maiores mercados de passageiros-quilômetros pagos pelo mundo, segundo a projeção.

Impactos da pandemia de Covid-19

O estudo indica que a Covid-19 provocou uma mudança estrutural na demanda aérea global, criando uma lacuna que não deverá retornar ao patamar anterior até 2050, mesmo com o crescimento esperado nas próximas décadas.

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