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Maiores aéreas da Europa dizem que guerra no Irã eleva combustível e tarifas

Preço do combustível dispara com a guerra no Irã e pode elevar tarifas; companhias ampliam voos via Ásia e pedem ações da UE, incluindo suspensão do mandato de eSAF

British Airways planes parked at Heathrow Airport in west London.
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  • O preço do combustível de avião subiu por causa da guerra no Oriente Médio, o que pode elevar as tarifas aéreas; as companhias pedem que os passageiros façam reservas antecipadas.
  • As companhias já hedgearam parte do preço, mas afirmam que não devem manter o repasse de custos por muito tempo e planejam aumentar voos via Ásia.
  • Lufthansa adicionou quarenta voos para a Ásia; Air France-KLM também aumenta a capacidade para a Ásia, buscando recuperar parte do mercado.
  • A British Airways expandiu voos diretos para Melbourne e vias via Kuala Lumpur, além de ampliar serviços para destinos no Caribe evitando o espaço aéreo do Oriente Médio.
  • O grupo Airlines for Europe pediu à União Europeia cortes de impostos ambientais e adiamento de metas de combustível sustentável, enquanto autoridades indicaram que decisões sobre o tema cargo da indústria.

O aumento repentino dos preços do combustível, provocado pela escalada na região do Golfo, deve elevar tarifas aéreas na Europa. A afirmação vem de as principais companhias aéreas do continente, reunidas pela associação Airlines for Europe (A4E). As empresas avisam que, embora tenham feito hedge parcial, não conseguem sustentar custos adicionais sem repassar aos passageiros. O alerta foi feito em Bruxelas, durante reunião com executivos da indústria.

Entre as companhias presentes, grandes grupos como Air France-KLM e Lufthansa sinalizam o aumento de voos via Ásia, para compensar impactos nos hubs do Golfo, que ficaram fechados ou operam com capacidade reduzida. EasyJet afirma não haver desabastecimento imediato de combustível na Europa, mas aponta que tarifas devem subir conforme hedges se desfazem. Ryanair também sinaliza pressão caso os custos se mantenham elevados por meses.

O monitor de combustível de jato da Iata aponta alta acentuada no kerosene, já acima de 90% da média anual. O preço do petróleo cru subiu diante das hostilidades. Em resposta, empresas do setor vão ampliar a oferta de rotas para a Ásia e África, preservando conectividade global conforme a demanda se mantém firme.

Expansão de rotas e ganhos estratégicos

A Lufthansa informou a adição de 40 voos para a Ásia para compensar perturbações no Golfo. A Air France-KLM também elevou a capacidade para a Ásia, buscando recuperar parte da participação de mercado. A British Airways, controlada pela IAG, anunciou voos diretos para Melbourne e ampliou ligações via Kuala Lumpur, além de aumentar serviços para destinos caribenhos fora de espaço aéreo do Oriente Médio.

Executivos da A4E chamaram os governos europeus a reduzirem impostos ambientais para manter a competitividade, destacando perdas frente a companhias de hubs não europeus. A ideia é manter conectividade e evitar retrocesso de redes de rotas, diante de interrupções no espaço aéreo na região.

Regulamentação e próximos passos

Os líderes da associação pedem mudanças nas regras da União Europeia relacionadas ao combustível verde, defendendo uma flexibilização no mandato de eSAF até que a oferta esteja disponível. A Comissão Europeia, no entanto, indicou que mudanças imediatas são improváveis, deixando a decisão para o setor investir na transição energética.

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