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Governo vai barrar empresas que descumprem tabela do frete

Governo amplia fiscalização e pode impedir que empresas reincidentes contratem frete, fortalecendo regras para evitar paralisação de caminhoneiros

O presidente Lula acompanhado do ministro dos Transportes, Renan Filho, no Palácio do Planalto. Foto: José Cruz/Agência Brasil
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  • Governo anuncia medidas para barrar empresas que descumprem a tabela do frete, com fiscalização ampliada e sanções que podem impedir contratação de frete por reincidentes.
  • Agência Nacional de Transportes Terrestres passará a monitorar eletronicamente todos os fretes, com dados compartilhados com os fiscos estaduais.
  • Fiscalização eletrônica cresceu de cerca de 300 para seis mil verificações mensais, mas o descumprimento persiste segundo o ministro dos Transportes.
  • A principal mudança permite impedir que empresas reincidentes contratem frete, dependendo do volume e da reincidência.
  • Medidas também destacam infratores publicamente, em meio à insatisfação de caminhoneiros diante da alta do diesel e da defasagem do frete, com risco de greve.

O governo anunciou um pacote de medidas para reforçar a observância da tabela do frete e punir empresas que descumprem a regra. A ação foi apresentada pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, em meio ao risco de greve nacional de caminhoneiros.

A principal mudança é a ampliação da fiscalização. A Agência Nacional de Transportes Terrestres passará a monitorar eletronicamente todos os fretes, com dados compartilhados com os fiscos estaduais. Hoje, o volume de verificações evoluiu de 300 para cerca de 6 mil mensais.

Além da fiscalização, o governo pretende tornar mais efetivas as sanções. Empresas reincidentes poderão ser impedidas de contratar frete, conforme o histórico de descumprimentos. A regra busca avançar além da mera aplicação de multas.

Renan Filho afirmou que o modelo é similar ao adotado com devedores contumazes de tributos, buscando um regime mais preventivo e estrutural. O objetivo é que haja cumprimento da lei e redução de distorções no mercado de transporte.

Outra medida envolve a divulgação pública dos infratores. A percepção de que grandes empresas também figuram entre os autuados aponta para um problema de natureza estrutural no setor.

O anúncio ocorre em meio a descontentamento entre caminhoneiros, agravado pela alta do diesel e pela defasagem no frete. Lideranças da categoria já mencionam a possibilidade de paralisação, rememorando o cenário de 2018.

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