- Os motoristas de trem do metrô de Londres vão entrar em greve por 12 dias na primavera, conforme anunciou o RMT (sindicato dos trabalhadores dos transportes).
- A paralisação é para protestar contra planos da London Underground de reduzir a semana de trabalho para quatro dias, oposição que, segundo o sindicato, não foi aceita pelos trabalhadores; aslef apoia as propostas.
- O RMT afirma ter cerca de 1.800 membros, entre 40% e 50% dos motoristas atualmente em atividade no tube, segundo a organização.
- A greve será em seis interrupções de 24 horas em dias úteis, das 12h de um dia até as 12h do dia seguinte, começando em 24 de março e 26 de março, com repetição entre 21 de abril e 19 de maio.
- Além disso, membros receberão instruções para não utilizar dispositivos eletrônicos fornecidos pela London Underground, incluindo iPads, enquanto o sindicato destaca preocupações com fadiga, segurança e equilíbrio entre vida pessoal e trabalho.
Os motoristas de trem da London Underground anunciaram greve de 12 dias na primavera, em protesto contra a proposta de semana de trabalho de quatro dias. A paralisação é promovida pelo sindicato RMT, que afirma ter cerca de 1.800 membros entre os motoristas, representando parte importante da força de condução.
O RMT afirma que a direção da London Underground avança com as mudanças, mesmo com a rejeição dos trabalhadores. A greve ocorre apesar de o sindicato concorrente Aslef apoiar as novas regras, celebrando os dias de folga adicionais.
Segundo o sindicato, as propostas levantam preocupações sobre jornadas, fadiga, segurança e equilíbrio entre vida profissional e pessoal. O RMT já havia sinalizado que as negociações podem evitar a ação se houver acordo.
Datas e formato da greve
A ação consistirá em seis greves de 24 horas durante dias úteis, iniciando às 12h e terminando no mesmo horário do dia seguinte. As primeiras paralisações estão marcadas para 24 de março e 26 de março.
O padrão se repetirá a partir de 21 de abril e 19 de maio, causando interrupções significativas no transporte da capital. Além disso, o RMT informou que os trabalhadores poderão deixar de usar dispositivos eletrônicos fornecidos pela Underground, como iPads.
Reações e contexto
O secretário-geral do RMT, Eddie Dempsey, afirmou que a Underground tenta impor mudanças já rejeitadas pelos membros. Ele pediu negociação, mas manteve a posição de greve caso não haja acordo.
Em resposta, o representante local do Aslef, Finn Brennan, descreveu as propostas como “bizarra” e disse que as mudanças são voluntárias segundo a própria diretiva. Aslef, no entanto, apoia a redução de dias de trabalho.
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