- Emirates e Etihad operam horários limitados a 25 destinos a partir de Abu Dhabi e Dubai, até 19 de março, com voos reduzidos entre os hubs dos Emirados e cidades globais.
- Doha permanece com operações restritas, enquanto Doha hub está fechado; Qatar organiza alguns voos de socorro a partir de Omã e da Arábia Saudita.
- O movimento no Aeroporto de Dubai quase dobrou em relação a quarta-feira, mas continua em cerca de 25% do normal.
- O custo do combustível de aviação subiu, com o preço do jet fuel em Singapura atingindo recorde; ações de empresas aéreas caíram (Qantas, Air New Zealand, Cathay Pacific, Singapore Airlines).
- Passageiros relatam caos na tentativa de deixar a região, com relatos de pagamentos elevados para chegar a outros países e a expectativa de reembolso de bilhetes.
O Emirates e a Etihad Airways passaram a operar horários limitados de voos a partir dos seus hubs nos Emirados Árabes Unidos, na sexta-feira. A medida ocorre em meio a uma pressão causada pela ameaça de ataques com mísseis, que segue em aplicação na região.
A Etihad informou que manterá um esquema reduzido até 19 de março, conectando Abu Dhabi a 25 destinos, entre eles Londres, Paris, Frankfurt, Delhi, Nova York e Toronto. A operação visa facilitar evacuações e atender a demanda de passageiros sob restrições de espaço aéreo.
A Emirates, com base em Dubai, anunciou redução de voos para 82 destinos, incluindo Londres, Sydney, Cingapura e Nova York, com regras para conexões. As aeronaves em trânsito no Dubai só serão aceitas se a ligação estiver operando.
Mercado aéreo e combustível
O preço do combustível de aviação subiu, impulsionado pela incerteza na região. A golpe de calor no fornecimento elevou o custo do jet fuel em várias praças, com valores records em algumas cotações.
Além disso, as bolsas de várias companhias aéreas registraram quedas, refletindo o impacto de custos mais altos e interrupções nos serviços. Entre as perdas, destacan-se empresas de Australásia e da região, comvariações superiores a 3%.
Repercussões para viajantes
Fontes locais relatam aumento de tarifas e disponibilidade limitada em altos volumes de passageiros que tentam deixar a região. Alguns viajantes relataram custos elevados para deslocamentos até hubs alternativos em Oman ou Saudi Arabia.
Enquanto Doha mantém o seu hub fechado, vem sendo realizada uma rede de voos de alívio com operações limitadas a partir de Oman e da Arábia Saudita para suprir a demanda de repatriação.
Situação permanece tensa, com operações de evacuação e serviços comerciais sujeitos a alterações conforme o cenário de segurança na região. Autoridades e companhias continuam avaliando rotas e horários para mitigar impactos.
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