- O conflito no Oriente Médio reduziu a capacidade global de transporte aéreo de carga em mais de vinte por cento entre 28 de fevereiro e 3 de março, aumentando as tarifas.
- Vôos de passageiros e de carga foram suspensos na região, atingindo hubs como Doha e Dubai, segundo a Aevean.
- A capacidade de carga aérea mundial caiu 22% no período, o que preocupa cadeias de suprimentos que dependem de itens que vão de produtos frescos a peças de aeronaves.
- Rotas Asia–Oriente Médio–Europa receberam o maior impacto (queda de 39%), enquanto a capacidade direta entre China e Europa subiu 26%.
- Possíveis atrasos e gargalos devem surgir em Southeast Asia e na China para mercados europeus e dos EUA, com aumento de tarifas a curto prazo em trechos como Southeast Asia–Europa.
Atinge o setor de transportes a escalada do conflito no Oriente Médio, que reduz a capacidade mundial de carga aérea em mais de 20%. Encomendas variando de produção fresca a peças de aeronaves ficaram em gargalo, com aumentos de frete desde o fim de fevereiro. A guerra aérea entre EUA, Israel e Iraque elevou incertezas em rotas-chave.
A capacidade global de carga aérea caiu 22% entre 28 de fevereiro e 3 de março, em comparação com um período de quatro dias antes do Ano Novo Chinês, segundo a consultoria de aviação Aevean. Lagos logísticos sinalizam impactos semelhantes em hubs, incluindo Doha e Dubai.
A interrupção afeta companhias, exportadores e clientes que dependem de entregas rápidas, já que o frete e o tempo de envio disparam conforme as restrições de voos se mantêm. Setor de aeronárea cita a importância de peças sobressalentes para manter frotas em operação durante gargalos.
ASIA-EUROPE ROUTES AFFECTED
Carriers do Oriente Médio respondem por cerca de 13% da capacidade global de carga, segundo Aevean. Europa e Pacífico devem sentir maior impacto, com empresas norte-americanas atentas, embora menos diretamente no curto prazo.
A rota Asia-Médio Leste-Europa registrou queda de 39% desde o início do conflito, enquanto a capacidade direta entre China e Europa aumentou 26%, aponta a consultoria. Avanços de custo podem favorecer companhias aéreas chinesas, que aproveitam trechos com menor tráfego de conflito.
Custos de frete sobem conforme interrupções elevam custos operacionais. Índice de frete aéreo aponta alta de mais de 6% de Southeast Asia para Europa, com aumentos também para Sul e Sudeste da Ásia em relação à Europa e aos EUA.
Stefan Paul, CEO da Kuehne+Nagel, afirmou que deve haver gargalos no Sudeste Asiático e na China rumo aos mercados europeus e norte-americanos no próximo estágio. Essa leitura aponta para atrasos contínuos até normalização setorial.
MOVING PARTS ELOGISTICOS
Peças críticas de aeronaves costumam trafegar por via aérea; interrupções prolongadas atrasam planos de reativação de voos. Em 2025, envios aeroespaciais envolvendo a região representaram 6,7% do total global de aeroespacial, segundo a Kuehne+Nagel.
Executivos destacam que, mesmo quando aeronaves não voam, precisam manter a airworthiness para retorno rápido assim que os céus se abrirem. Aventure Aviation atende cerca de 70 companhias, com peças-chave armazenadas no centro de distribuição dos EUA, em Atlanta.
Gestores relatam demanda urgente por componentes, já que a ausência de uma única peça pode manter aeronave parada. Agena de peças ressalta risco de efeito dominó se entregas atrasarem.
Em meio aos atrasos, há sinais de melhoria gradual: algumas peças que deveriam partir de Dubai para reparo em Atlanta já foram coletadas por um transitário nesta semana. A avaliação comum é de que a situação é volátil e sujeita a novos surtos de interrupção.
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