- Cerca de dez por cento da frota global de contêineres ficou presa no congestionamento do estreito de Hormuz, segundo o CEO da Ocean Network Express (ONE).
- Aproximadamente setecentos e cinquenta navios aguardam passagem pelo estreito, após ataques dos EUA e de Israel ao Irã.
- As seguradoras marítimas interromperam viagens pela região, em retaliação ao Irã, que ameaçou incendiar qualquer navio que tente transitar o estreito.
- A ONE e outras empresas de transporte de contêineres, como a MSC, pararam de aceitar cargas para o Oriente Médio.
- Jeremy Nixon, presidente-executivo da ONE, deixa o cargo em julho e citou que os atrasos devem impactar portos e centros de distribuição na Europa e na Ásia.
A cerca de 10% da frota global de contêineres ficou paralisada no respaldo próximo ao Estreito de Hormuz, segundo o CEO da Ocean Network Express (ONE), Jeremy Nixon. A informação foi anunciada durante uma conferência do setor, em Long Beach, Califórnia, nesta segunda-feira.
Nixon afirmou que cerca de 100 dos aproximadamente 750 navios da frota mundial estão presos no congestionamento causado pelos ataques dos EUA e de Israel ao Irã. O problema acontece em meio a relatos de retaliação logística e de seguros marítimos que deixaram de cobrir viagens pela região.
O Estreito de Hormuz se tornou cenário de tensão após ações militares recentes; o Irã prometeu responder aos ataques, e autoridades iranianas advertiram que qualquer navio que tentar transitar pela rota seria alvo de ações. Medidas afrouxaram ainda mais a navegação na região.
Segundo o executivo, companhias de contêineres, incluindo ONE e MSC, suspenderam reservas de carga para o Oriente Médio. Nixon, que deixa o cargo de CEO da ONE em 1º de julho, destacou que a situação deve impactar portos europeus e asiáticos, com acúmulo de cargas nos hubs.
A ONE, ligada por meio de uma joint venture, reúne as linhas Nippon Yusen Kaisha (NYK), Mitsui O.S.K. Lines (MOL e K Line. A paralisação no trânsito marítimo ocorre em meio a tensões geopolíticas que envolvem EUA, Israel e Irã, com implicações para o abastecimento global de energia e mercadorias.
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