- A China vai proibir alças de porta ocultas em veículos elétricos por preocupações de segurança em colisões, conforme regulamento anunciado pelo Ministério de Indústria e Tecnologia da Informação.
- A partir de 1 de janeiro do próximo ano, todos os carros vendidos no país devem ter liberação mecânica nas portas internas e externas, exceto no porta-malas.
- Cada veículo precisa oferecer espaço de manuseio mínimo de 6 cm por 2 cm por 2,5 cm para liberar a porta manualmente, além de sinalização interna sobre como abrir.
- O design de maçanetas embutidas, popularizado pelo Tesla Model S em 2012, reduz o arrasto, mas falhas de energia podem prender ocupantes sem saída manual.
- Vehículos lançados após a data devem seguir o requisito com período de adaptação; a China é o maior mercado de EVs e já atraí atenção global por incidentes com esse tipo de alça.
China anunciará a proibição de maçanetas ocultas em veículos elétricos (EVs), tornando-se o primeiro país a adotar a medida após incidentes fatais que estimularam o escrutínio global sobre esse design.
Pouco antes, o Ministério de Indústria e Tecnologia da Informação divulgou que os carros vendidos no país precisarão ter um mecanismo de liberação mecânica tanto no interior quanto no exterior de cada porta, exceto no porta-malas. As mudanças entram em vigor a partir de 1º de janeiro do próximo ano.
Segundo o regulamento, cada veículo deve oferecer um espaço manuseável por mão com dimensões mínimas de 6 cm por 2 cm por 2,5 cm para liberar a porta manualmente. Também haverá sinalização interna orientando os ocupantes sobre como abrir a porta.
A porta com puxador embutido, de abertura discreta, foi popularizada pelo Model S da Tesla em 2012 e reduz o arrasto aerodinâmico, aumentando levemente a eficiência. Hoje esse tipo de maçaneta é comum em diversos EVs globais, especialmente na China, onde integra cerca de 60% dos 100 modelos mais vendidos de veículos de energia nova.
Para os modelos lançados a partir de janeiro seguinte, a conformidade com as novas regras é obrigatória, o que força as fabricantes chinesas a redesenhar muitos veículos. Veículos já aprovados têm direito a um período de adaptação de até dois anos.
Ter-seiam destacado problemas de segurança, com falhas de energia impedindo a liberação manual em situações de acidente, gerando críticas de órgãos de segurança globalmente. Em outubro, ocorreu um acidente em Chengdu envolvendo o sedã SU7, da fabricante chinesa Xiaomi, em que ocupantes ficaram presos até o veículo pegar fogo.
A discussão sobre o tema também envolve casos internacionais. Nos EUA, a Tesla enfrenta processos movidos pelos pais de um adolescente morto em acidente de Cybertruck, após reportes de falha de liberação elétrica durante a tragédia. O caso, porém, não implica responsabilidade direta da nova norma chinesa.
A China figura como o maior mercado mundial de EVs, com dezenas de marcas atuando intensamente no país e expandindo operações no exterior. Dados recentes apontam que a BYD superou a Tesla em vendas de EVs no ano anterior, pela primeira vez, entre fabricantes chineses.
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